50 fatos curiosos sobre a Itália (Parte 2) 🇮🇹

1. A Itália é o quinto país mais populoso do mundo, com 61 milhões de habitantes, e a sétima maior economia mundial.

2. A Itália tem 53 Patrimônios Mundiais da UNESCO, 70% do patrimônio histórico e cultural, isto é, o maior número entre todos os países.

3. Na Itália, além de comemorar o aniversário, as pessoas costumam te parabenizar no dia do santo que tem o mesmo nome que o teu, e é chamado de “onomástico”

4. A máfia italiana não é glamourosa como retratada nos filmes que ficaram famosos na América. É uma força silenciosa e sombria que está infiltrada em pontos chave da política e da economia italiana. Purtroppo. 😐

5. Mais de um terço da população entre 30 e 35 anos ainda mora com os pais.

6. A polícia de trânsito italiana tem duas Lamborghinis no modelo Gallardo à disposição.

7. Na Itália, há uma estátua de bronze de Jesus Cristo submersa, de 2,5 metros. Ela fica na baía de San Fruttuoso, entre Camogli e Portofino, na Ligura.

8. Em um museu de Florença, você pode visitar o dedo médio, o dedão e o dente de Galileu.

9. As gôndolas de Veneza devem ser pintadas de preto de acordo com uma lei.

10. Acredita-se que Poveglia, uma ilha em Veneza, seja tão assustadoramente assombrada que ela não é aberta à visitação. Ela também é conhecida como ilha dos mortos pois os cadáveres (e pessoas vivas mas condenadas pela peste) eram levados para lá e queimados.

11. Em Milão, existe uma lei muito antiga que exige que as pessoas sorriam o tempo todo, exceto em funerais e visitas a hospitais.

12. Ferrari e Rossi são os sobrenomes mais comum na Itália.

13. Em Falciano Del Massico, uma cidade na Itália, já foi contra a lei morrer, devido a super lotação do cemitério.

14. A Itália tem mais obras de arte por quilômetro quadrado do que qualquer outro país do mundo.

15. A Itália é responsável por apresentar o sorvete ao mundo – além do café e da torta de frutas!

16. Quando o primeiro McDonald’s foi fundado em Roma em 1986, alguns protestantes distribuiram espaguete de graça na frente da lanchonete para lembrar a população sobre a “herança culinária” do país.

17. Os italianos foram os criadores de diversos tipos de queijo, como o parmesão, gorgonzola, mussaarela, provolone e ricota.

18. Ninguém sabe exatamente quando a pizza foi inventada, mas foi em Napoli, na Itália, que ela foi popularizada.

19. Os tomates vieram da América e foram introduzidos na Itália apenas em 1540.

20. A universidade mais antiga da Itália é a University of Bologna, fundada em 1088.

21. Devido a um erro técnico em um festival da uva em Marino, na Itália, saiu vinho de algumas torneiras nas casas dos habitantes da cidade. Na época, em 2008, começaram a dizer que era um milagre até descobriram a falha.

22. Os homens podem ser presos se usarem saia em público.

23. Existe um restaurante construído em uma gruta em Polignano a Mare, chamado Grotta Palazzese.

24. Em 1968, um italiano construiu uma plataforma na costa do país e se autonomeou presidente da sua micro nação. O governo conseguiu controle da plataforma e a explodiu.

25. Existe um coelhinho de pelúcia de 55 metros de comprimento no topo de uma montanha na Itália, que pode ser visto pelo Google Street View.

26. A Itália foi o primeiro país da Europa a usar o garfo por causa do macarrão.

27. Aproximadamente 3.000 euros em moedas são jogados anualmente na Fontana di Trevi, em Roma, para fazer pedidos.

28. A população da Itália quase duplicou no século 20.

29. Um terço dos italianos nunca usou a internet.

30. O maior túnel do mundo tem 57 quilômetros e liga a Itália à Suíça por baixo dos Alpes. Ele levou 17 anos para ser construído.

31. San Marino é um país dentro da Itália e a república mais antiga do mundo, fundada em 301 d.C.

32. Na Itália, ao invés do 13, o 17 é o número de azar.

33. A pizza marguerita surgiu como uma representação da bandeira italiana: manjericão (verde), tomate (vermelho) e muçarela (branco).

34. Os italianos trabalham em média 43 horas por semana.

35. A cidade de Viganella, na Itália, é cercada por grandes montanhas que tapam os raios do sol por seis meses todos os anos. A solução foi instalar espelhos gigantes para refletir a luz do sol na cidade. A mesma coisa foi feita em Rjukan, na Noruega.

36. A primeira mulher do mundo a receber um diploma acadêmico e também a primeira a receber se tornar doutora com um PhD foi italiana. Ela conseguiu fazer isso em 1678.

37. Há 417 pontes em Veneza – 72 são privadas.

38. Existe uma fonte de vinho tinto na Itália, em Abruzzo, que funciona 24 horas por dia. E todos podem beber dela.

39. Nos centros históricos das cidades não é permitido transitar de automóvel.

40. A Universidade de Roma é a maior da Europa, com 150.000 estudantes, e também uma das mais antigas, fundada em 1303.

41. O Vaticano é o único país do mundo que pode fechar seus portões à noite. Literalmente. Ele é o menor país do mundo.

42. O Brasil foi um dos países que mais receberam imigrantes italianos vindos em sua maior parte das regiões do Vêneto, Campânia, Calábria, Lombardia e Abruzzo.

43. A Itália é o país com maior número de vulcões da Europa.

44. Entre 1861 e 1985, mais de 26 milhões de pessoas deixaram a Itália à procura de uma vida melhor na América.

45. Mais de 50 milhões de turistas visitam a Itália todos os anos. De fato, o turismo representa 63% da renda nacional.

46. Famosas marcas são italianas, como Armani, Versace, Gucci, Prada e Valentino. O país é considerado uma das capitais da moda.

47. A primeira ópera do mundo foi composta na Itália no final do século 16. Chama-se Dafne, escriita por Jacopo Peri e Rinunccini.

48. A cor azul da camisa da selecão italiana de futebol é a cor da monarquia – apesar da Itália não ser mais uma monarquia. Falando em futebol, a Itália participou de seis finais de Copa do Mundo, atrás apenas da Alemanha e do Brasil. Ela foi campeã em 1934, 1938, 1982 e 2006.

49. Algumas personalidades brasileiras de origem italiana: Lélia Abramo, Alessandra Ambrosio, Giovanna Antonelli, Ana Paula Arósio, Morena Baccarin, Adoniran Barbosa, Lina Bo Bardi, Rubens Barrichello, Luigi Barricceli, Nair Bello, Tony Bellotto, Leonardo Boff, Victor Brecheret, Luciano Burti, Adriana Calcanhotto, Mino Carta, Igor Cavalera, Max Cavalera, Rogério Ceni, Renata Ceribelli, Victor Civita, Marina Colasanti, Juliana Didone, Dunga, Miguel Falabella, Débora Falabella, Priscila Fantin, Laura Finocchiaro, Emerson Fittipaldi, Christian Fittipaldi, Isabeli Fontana, Giulia Gam, Emílio Garrastazu Médici, Elio Gaspari, Zélia Gattai, Reynaldo Gianecchini, Bruno Giorgi, Egberto Gismonti, Gianfresco Guarnieri, Bruna Lombardi, Maurren Maggi, Anita Malfatti, Felipe Massa, Amácio Mazzaropi, Júlio Medaglia, Fernando Meligeni, Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Emilio Orciollo Neto, Giuseppe Oristanio, Sabrina Parlatore, Luana Piovani, Zizi Possi, Luiza Possi, Orestes Quércia, Carlos Alberto Ricelli, Renato Russo, Rodrigo Santoro, Luiz Felipe Scolari, Deborah Secco, José Serra, Eduardo Suplicy, Mário Zagallo, Kiko Zambianchi e Zetti.

50. A população da Itália é a terceira mais velha do mundo, atrás apenas do Japão e da Alemanha.

🇮🇹

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7 razões pelas quais escolhi viver na Itália 🇮🇹

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Apesar de eu nunca ter pensado nisso nas primeiras vezes que pisei meus pés no solo de meus ancestrais, fui percebendo ao longo do tempo que aquilo que a princípio era apenas uma escolha do coração também poderia significar mudanças profundas sobre o meu modo de pensar e agir, pois aqui no Brasil a gente se acostuma a muitas coisas ruins de uma forma tão natural que chega ao ponto de quase não acreditar que merecemos coisa melhor. Se você não sabe (ou ainda não despertou) para o que estou falando, deixe que esse vídeo fale por mim.  Eu já estava buscando estas mudanças fazia algum tempo e revendo vários conceitos sobre o que eu considero fundamental para mim e os acontecimentos da minha vida me levaram até a Itália.

Se foi fácil deixar um emprego bem estabelecido para começar tudo do zero? Bom isso aí é pauta para outro post e eu confesso que ainda não estou preparada para falar a respeito. Até porque, como diz o célebre Homem-Aranha, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e não é porque você se muda para o exterior que sua vida entra no modo divino, maravilhoso da noite para o dia. Mas que deixa de ser de tudo ruim, ah isto sem dúvida.

Eu sei que muitos de vocês já leram textões em que os donos da verdade rechaçaram aqueles que se atreveram a querer algo mais que o pouco (quase nada, para dizer a verdade) que o Brasil nos oferece, dizendo que isso é coisa de geração Nutella e muita ingenuidade afirmar que se pode deixar um trabalho de “carteira assinada” para sair pelo mundo com um mochila nas costas e alguns dólares ou euros nos bolsos para trabalhar em subempregos em outros países.

É que eles se esquecem que ingenuidade mesmo é uma pessoa pensar que mesmo que ela se esforce e consiga estudar, fazer cursos e trabalhar bastante durante boa parte de sua vida produtiva, ela irá conseguir se realizar profissional e pessoalmente em um país que acha normal seus governantes viverem como reis enquanto pessoas morrerem em filas de hospitais porque o Governo cortou ou reduziu para zero as verbas da saúde sendo que nós pagamos um dos impostos mais altos do mundo.

Ingenuidade mesmo é pagar um trilhão de impostos só no primeiro trimestre de 2017, e achar que, só por isso, seu filho poderá ter acesso a uma escola quiçá razoável e frequentará as melhores universidades ou poderá dispensar o pagamento daquele plano de saúde que aumenta três vezes mais do que o dissídio anual e é praticamente a mesma coisa que o SUS: filas para agendar, filas para ser atendido e acesso ao mais básico do básico do básico. Ou nem isso.

Ingenuidade, meus caros, é uma pessoa pensar que por ter 50 anos de idade e 30 de profissão ela vai começar a ser mais valorizada por sua experiência em um país que descarta seus profissionais mais velhos para poder pagar mais barato para um estagiário, exigindo dele a mesma qualidade e responsabilidade de alguém forjado pelos desafios e pelos anos de ofício.

Mas afinal, por quê a Itália?

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Eu sei, eu sei… Brasileiro que é brasileiro mesmo sonha em morar na terra do Tio Sam. Ou ser empreendedor no Canadá, estudar na Austrália. Mas acontece que eu trago em mim o idealismo e a coragem insana de um certo Sante Venturin, que saiu de lá de uma cidadezinha do Vêneto pra essa tal de Mérica na certeza infalível de que QUEM BUSCA E FAZ, ALCANÇA.

Não estou dizendo que a Itália seja o melhor lugar do mundo para se viver (embora seja o melhor lugar do mundo para mim e para muitos descendente que, assim como eu tem um apego sentimental a este país lindo e cheio de riquezas históricas e naturais que só me deu coisas boas até hoje😍).

Pode ser que você que está lendo tudo isso seja um cara *pica das galáxias em TI e encontre muito mais oportunidades nos países onde esta área seja realmente mais desenvolvida e a mão de obra especializada mais escassa. Pode ser que você queira se reconhecer cidadão italiano e ir morar na Alemanha. Ou em Portugal. Ou aprender a falar francês. E está tudo bem também. Este texto não é (e nem jamais será, um guia absoluto – ultimate – DIY para quem está pensando em dar um passo em busca do desconhecido. Minha única intenção é mostrar para vocês as minhas razões particulares sobre ter escolhido a Itália como minha casa dolce casa, mostrar que existe sim novas oportunidades e coisas melhores fora do seu quintal.

Quem sabe, sendo um pouco pretensiosa, até inspirar pessoas a realizar os seus sonhos mesmo diante de todas as dificuldades que isto implicar no início. Pois olha, amiguinhos, o início é ferrado mesmo. Pra todo mundo. Mas a recompensa é acordar todo dia e dizer: hoje estou vencendo mais uma vez e amanhã eu tento de novo.

Bom vamos, lá. Porque eu acho que a Itália é um excelente lugar para se viver:

1) O que é do outro não é meu

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Este gnomo estava “dando bobeira” em frente à uma residência em Vicenza. 

Quem roubaria um gnomo? 🕵 O mesmo ser que rouba um vaso de orquídea dentro de uma residência. O mesmo ser que pensa que pode PEGAR algo de alguém porque não está disposto a pagar para tê-lo. E também não está disposto a pedir porque acha que tem o direito nato de invadir o espaço alheio para fazer o que bem entender. O mesmo tipo de ser menefreguista que está se lixando para quem quer que seja.

Ok, alguns menos sensíveis dirão que meu exemplo é ridículo mas a primeira impressão que eu tive deste país é que é este é um lugar onde o lema o que é do outro não é meu funciona. Digo isso pois eu já passei por muitos lugares, cidades grandes e pequenas, no norte e no sul e, na maior parte delas (com exceção obviamente das mais populosas como Roma e Napoli onde você tem que ter um cuidado maior para não perder seus pertences), não é porque você deixa um vaso de flor em frente à sua casa ou seu escritório que um engraçadinho pode ir lá, achar o vaso super bonito e levar embora.

No Brasil, minha mãe coleciona orquídeas e as deixam penduradas na varanda da frente de casa. Não foram poucas as vezes que deliberadamente 🕵ENTRARAM (abrindo o portão ou pulando o muro) e furtaram 🕵 alguns de seus exemplares. Também furtaram jornais, revistas que eu assinava e uma cadeira daquelas de cordinha (que eu particularmente detesto). Mas lembrem-se, as orquídeas de minha, as revistas e jornais e a cadeira, estavam dentro da varanda de minha casa e não na rua como as flores dos italianos… 🕵

2) A dura realidade do faroeste tupiniquim nos transforma em neuróticos

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Vida e morte brasileira: é tiro, porrada e bomba

Você já ligou a TV e teve vontade de deitar no chão em posição fetal e chorar? Eu já, muitas vezes. Hoje eu nem assisto mais TV pois ela nos cria uma paranoia constante. Mas antes que alguém diga que sou uma alienada eu queria informar que já atuei como jornalista e cansei de cobrir a nossa dura realidade onde a tríade (drogas – crime – impunidade) reina absoluta.

No Brasil, além de correr o risco de ser vítima de bala perdida, ser estuprado, ser assaltado em plena luz do dia no ponto de ônibus a caminho do trabalho, levar uma fechada no trânsito e receber um tiro na testa se você tirar satisfação com um motorista psicopata, você sai de casa todos os dias sem ter a certeza de que você irá voltar (isto em mais ou menos intensidade dependendo de onde se vive no Brasil).

Mas se você é pragmático como eu e gosta de dados, um recente levantamento divulgado pelo Atlas da Violência 2017 vai te deixar perplexo pois ele mostra que todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam o número de homicídios registrado no Brasil em três semanas de 2015.

Não vou nem me atrever a falar sobre violência de gênero e idade (mulheres, crianças e idosos) ou de etnia (índios, negros) pois isto daria assunto para mais de dias.  Parece mentira, exagero midiático dos Datenas e Marcelos Rezendes da vida, mas os dados não mentem.

3) Nós, brasileiros, estamos acostumados a sermos maltratados

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Direitos Fundamentais dos Cidadãos, ata.

A Constituição Brasileira de 1988 é tão linda, mas tão linda que eu passaria horas declamando-a como se fosse um poema pois, na prática é nada mais que isto: um texto romântico que não garante nem mesmo o mínimo dos direitos fundamentais de grande parte dos cidadãos brasileiros.

O artigo 5º, por exemplo, diz que somos todos iguais perante a lei em cinco dimensões: Vida, Liberdade, Segurança, Igualdade e Propriedade. Mas, será que somos mesmo? Que diferença exite entre o ladrão que rouba e mata um transeunte para ficar com o relógio dele e aquele político que rouba o dinheiro do povo e mata pessoas que ficam sem acesso à saúde e à mercê de hospitais sucateados? A diferença é bem simples: o primeiro paga (ou não) pelo seu crime sendo preso (com atenuação de pena, obviamente, sendo sustentado pelos impostos que o cara que ele matou e os outros caras ainda vivos estão pagando). Já o segundo também pode chegar a ser preso. A tal da Lava-Jato está aí para mostrar que milagres (ou utopias) acontecem. Mas o fato é que este tipo de bandido cumpre prisão em sua mansão com o maior conforto, sendo representado pelos melhores advogados do mundo, com a serenidade de quem sabe que seu dinheiro (ou melhor, o dinheiro que ele roubou do povo) está em paraísos fiscais. Sendo ele um intocável (é, galera, não é só na Índia que existem as castas) ele nunca será rebaixado à classe trabalhadora e, carreirista que é, possivelmente vai se candidatar a outros cargos públicos no futuro (o que é permitido por lei mesmo ele tendo sido pego em esquemas de corrupção) e alçará cargos políticos cada vez maiores e mais rentáveis.

Do artigo 6º ao 11 a Constituição trata dos direitos sociais e diz que todos os cidadãos brasileiros (e naturalizados) tem direito ao acesso à bens fundamentais: Educação (oi?), Saúde (#sqn), Alimentação (oi?), Trabalho (o índice de desemprego manda um abraço!), Segurança (risos), Moradia (para quem mesmo?), Lazer (aquele antigo jogo da cobrinha conta como lazer de graça?), Segurança, Previdência Social (oi?), Proteção à Maternidade e à Infância (como é?), Assistência aos Desamparados (tipo um ombro amigo?), transporte (ata, o busão e o metrô é baratinho!).

3) Qualidade de vida não é medida por poder de consumo

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Compro, logo existo.

Na Itália, diferentemente do que ocorre no Brasil, as necessidades primárias de um cidadão são bens fundamentais que não dependem de quanto ele ganha ou quanto ele pode pagar para ter. Claro que é importante ter um bom trabalho e ganhar bem, no entanto, quando você tem contato com a qualidade de vida de um cidadão europeu, você realmente repensa a vida que se tem no Brasil, onde corremos desenfreadamente para ganhar mais dinheiro e poder pagar por uma vida melhor enquanto nos entupimos de antidepressivos e álcool para conseguir aguentar una vita da cane de trancos e barrancos.

Enquanto o brasileiro está gastando aos tubos pra poder ir pra Disney e se endividando cada vez mais para ter o último lançamento do iPhone ou pagando 300% de juros de cartão de crédito para manter um padrão de vida socialmente aceitável, o italiano está lá trabalhando, pagando seus impostos, fazendo suas compras, usufruindo de todas as benesses de um país de primeiro mundo sem nunca, JAMAIS, mai deixar de se aproveitar também da simplicidade prazerosa da dolce vita. Se tem um povo que sabe aproveitar a vida este povo é o italiano.

Trocando em miúdos, o comportamento de consumo de um italiano D.o.C. (isto é, aquele não americanizado) não é um objetivo em si como ocorre no Brasil Ostentação, mas apenas uma consequência natural e saudável de seu trabalho diário, quem ganha mais gasta mais e quem ganha menos não se mata por isso nem deixa de ter acesso à coisas básicas que uma pessoa deve ter.

4) Só não estuda quem não quer

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Liceo italiano

A educação na Itália é gratuita. Só não estuda quem não quer. Desde o maternal, ensino fundamental e médio até a universidade, a educação é pública, gratuita e com uma qualidade excelente. As escolas e universidades italianas não são sucateadas como as escolas e universidades do Brasil, no qual o Governo lucra para manter sua população com pouca instrução e mantém os professores desmotivados e despreparados pagando um salário de fome.  Um outro detalhe: o esporte é levado a sério na Itália e é uma prática muito estimulada entre os jovens. Tenho um grande amigo que vive em Arezzo que pratica esgrima desde pequeno e hoje em dia é um schermitore professionista e também um ótimo profissional na área de desenvolvimento de APPs. Ele nunca precisou se endividar nem pagar FIES pra poder ter direito à uma universidade. Ah, ele também é da classe trabalhadora, não é filho de milionários e nem vive de herança de família.

5) A criança italiana ainda pode brincar na pracinha

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Sogno: bimbi che giocano nella strada 👶

Você deixaria seu filho de 6, 7, 10 anos ir brincar com os amiguinhos na praça da sua cidade? Bom, o meu tem 8 anos e eu jamais permiti que ele fosse buscar pão desacompanhado na padaria da esquina de minha casa no Brasil. Sei que não é muito inteligente afirmar que TODAS as cidades italianas possuem este nível de segurança mas na MAIOR PARTE delas SIM, o seu filho pode giocare tranquilamente com os amiguinhos da rua como fazia a minha geração na infância em vez de ficar enfiado dentro de casa em frente o computador ou o maledetto video giochi.

6) O salário mínimo brasileiro é mínimo MESMO

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E o salário, ó….

O salário mínimo de um italiano varia de 1000 a 1400 euros em média. Ganhando este valor per capita ao mês uma pessoa tem perfeitas condições de pagar o aluguel de um imóvel razoável (mais caros nas cidades maiores e mais baratos em cidadezinhas menores ou no Sul da Itália); despesas comuns como água, luz, telefone, energia elétrica, alimentação e gás (a não ser que você faça como eu e deixe o termosifone ligado full time 😱 no inverno e depois se depare com um boleto de 300 euros só de gás); um pouquinho de vida social (afinal ninguém é de ferro!); fazer algumas viagens ao ano, ir ao cinema e movimentar a economia local com algumas comprinhas vez ou outra. Mas estou falando de salário MÍNIMO, pessoas normais que trabalham todos os dias e não vivem de herança e não são donos de multinacionais, modelos ou jogadores de calcio.

No Brasil, 1 pessoa que ganhe 1 salário mínimo ( R$ 937 ) não é capaz nem de pagar o aluguel do imóvel que vive, que dirá a conta de luz, a água, a internet, o plano de saúde, a escola dos filhos (ah, sim, afinal nós temos filhos mais cedo que os italianos), a comida, a roupa que veste, o combustível do carro que anda, a cerveja que bebe. Para poder fazer uma mísera viagem no ano então, nem se fala! Dá-lhe parcelas de cartão! Dá-lhe empréstimo (se o banco autorizar e o nome não estiver sujo)! Ou, na melhor das hipóteses, se você for o CEO da empresa que você trabalha. Ou mesmo o gerente. Este sim, pode se dar ao luxo de ir em shows gringos, curtir uma praia com a família, pagar as contas em dia e poder contar com hospitais de primeira se ficar doente.

Embora os dados abaixo dependam de muitos fatores, eles podem te dar uma ideia do que é ser um trabalhador na Itália:

  • Nenhuma Qualificação (lixeiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de pedreiro, doméstica)
    – 1000 euros mensais + 13º e às vezes 14º. É o salário mínimo italiano.
  • Qualificação mediana (porteiro, motorista de ônibus, digitador, cobrador de trem)
    – 1200 euros mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação técnica (técnico em informática, manutenção, mecânico, eletricista)
    – 1400 mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação – Ensino Superior
    Varia de acordo com o cargo (responsabilidade, hierarquia)
    – Médico/Advogado/Engenheiro: 2000-5000 euros mensais.
    – Outros: 1500-5000 euros mensais.
  • Encanador/Eletricista/Marceneiro
    – 25 euros por hora + custo da visita (mínimo 20 euros)
  • Médico
    – 80-150 euros a consulta
  • Outros (advogado, engenheiro, dentista, fisioterapeuta)
    – a partir de 20 euros/hora

 

7) Viver em um país que valoriza seu patrimônio histórico e cultural NÃO TEM PREÇO

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Firenze 😍

Não é novidade pra ninguém mas, se você ainda não sabe, a Itália é o país que detém a maior quantidade de lugares que são considerados Patrimônio Mundial da Humanidade, declarados pela Unesco. E sabe por quê? Porque o povo italiano não despreza sua história e sua cultura como fazemos aqui no Brasil. Na Itália o conceito de tombamento histórico é algo que funciona de verdade e não esta palhaçada que ocorre no Brasil. E tem mais um detalhe: museus e lugares históricos não são privilégio apenas de ricos não. Se você for meio pobrezinho na Itália e quiser visitar algum museu você pode: no primeiro domingo do mês os museus italianos são GRATUITOS. Isto pode parecer uma grande bobagem se você não avaliar o que está por trás: o acesso à educação de qualidade, à memória, à cultura e à arte tem um enorme poder de transformação social e pode impactar positivamente na formação de um indivíduo. E é num país como este que eu quero que o meu filho cresça e aprenda seu próprio caminho para a felicidade.

Gratidão!

Paula Venturin

Que tal aprender a fazer uma deliciosa “pizza di patate”? (Receita italiana 🇮🇹❤)

Enquanto na Itália o frio começa a dar uma trégua e dá lugar à Primavera, o clima brasileiro começa a esfriar e aí bate aquela vontade ~marota~ de experimentar pratos mais substanciais e mais quentes, não é mesmo?

Então hoje vou dar uma dica de um prato muito simples que vai deixar toda família feliz e pratos bem limpinhos (pois todo mundo vai comer até o último pedaço).

O meu amore gosta TANTO deste prato que pediu para a mamma dele me ensinar a fazer (que responsabilidade!!! 😱). No início fiquei super receosa de ser uma daquelas receitas tradicionais que exigem habilidades culinárias feat. super poderes mas quando coloquei a mão na massa vi que é POSSÍVEL de ser realizada e fica UMA DELÍCIA. 

E aí, vamos começar?

Separe os seguintes ingredientes para fazer a deliciosa Pizza di Patate

  • 6 batatas médias
  • 4 ovos
  • 2 colheres de maisena 
  • 100g de queijo parmesão para a massa
  • 100g de queijo parmesão para polvilhar e gratinar
  • 50g de manteiga
  • 3 a 4 fatias de presunto cozido (pode ser retalhos ou sobra de presunto também)
  • 50 a 70g de queijo mussarela ou algum outro de sua preferência (eu usei caciocavallo e un pouco de maarsdam pois são queijos que derretem bem)
  • Farinha de rosca para polvilhar. 💡 Dica: use aquele pãozinho seco que sobrou do café-da-manhã. Basta colocar no forno a fogo baixo por 20-30 min e depois ralar o pão até obter uma farinha uniforme. 
  • Assadeira pequena a média
  • 1 dente de alho pequeno amassado 
  • Sal a gosto 

A primeira coisa que você deve fazer – e que não tem segredo nenhum – é fazer un pequeno trabalho de marujo: lavar bem e descascar algumas batatas. Feito isso, corte-as ao meio e coloque-as para cozinhar junto com o alho amassado por pelo menos 30 minutos para que fiquem bem macias. Para uma família pequena, de até 4 pessoas, sugiro que sejam utilizadas 6 batatas médias. 

Passado o tempo de cozimento das batatas (que devem estar bem macias) amasse-as bem com um garfo ou use um belo espremedor de batatas que irá facilitar o seu trabalho e evitar a fadiga. Ah, já ia me esquecendo. Enquanto prepara a pizza, ligue o forno a 180° e preaqueça por no mínimo 20 minutos.

Adicione 4 ovos, 2 colheres de maisena, o parmesão e um pouco de sal e misture bem até formar uma massa lisa.

Agora, unte bem a assadeira e coloque a primeira camada de batatas com o auxílio de uma colher. A primeira camada deve corresponder à metade da massa obtida. A outra metade deve ser reservada em quantidade suficiente para cobrir depois.

Sobre a primeira camada, coloque alguns pedacinhos de manteiga. A manteiga serve para deixar a massa ainda mais macia e saborosa.

Espalhe o presunto por toda estensão da massa…

… e adicione também o queijo que, como pode ser visto na foto, deve estar bem distribuído. 👍

Com uma colher ou uma espátula de silicone (para não desperdiçar nada) coloque a 2° camada de massa que irá cobrir a Pizza di Patate. Faça com a massa ainda quente para que você consiga espalhar com facilidade. 

Para espalhar a massa e deixar a superfície bem lisinha o segredo é usar o lado côncavo da colher e ir pressionando a massa levemente até que ela preencha toda a assadeira.

Viu como fica tudo lisinho? 👍

Agora é a hora de dar o toque final e para isto precisaremos de nada menos do que a espetacular MANTEIGA! 

É só repetir o procedimento do início do preparo: espalhar pequenos pedacinhos de manteiga por toda a massa. 

Agora chegou a parte que eu mais gosto: polvilhar queijo parmesão ralado por tudo! Claro que, tudo tem limite né, gente… Por exemplo; aqui no Sul da Itália é considerado um pecado mortal colocar queijo ralado em pratos a base de peixe e frutos do mar. Portanto, se aquele restaurante italiano que você frequenta servir uma pasta alle vongole coberto de queijo, troque urgentemente de restaurante. 😂

Depois do queijo parmesão é a vez da farinha de rosca, que aqui na Itália é chamada de pangrattato. Ela serve para dar um toque crocante e dourado à pizza. 

A esta altura, seu forno já deve estar bem quente. Coloque a assadeira no forno e após 30 a 40 minutos sua Pizza de Patate de receita italiana já estará pronta.

Depois me contem como foi a experiência (e se aprovaram o sabor!).

Buon appetito!

🇮🇹❤

Porque os brasileiros não foram feitos para o inverno europeu

Faz uma semana que estou na Itália e este ano o inverno tem sido bem rigoroso em quase toda Europa. Se, por um acaso do destino, eu tivesse aterrisado nas primeiras semanas de Fevereiro neste momento não teria forças para escrever já que estava tudo coberto de neve por aqui e eu estaria congelada. E, só para que vocês tenham uma pequena ideia, eu não me encontro perto da Suíça mas no Sul da Itália, um lugar onde a neve não é uma coisa usual.

Embora eu realmente deteste o calor infernal do Brasil – que deixa o corpo cansado e faz as noites se tornarem insuportáveis sem o auxílio de um bom ar condicionado de temperaturas glaciais – não posso dizer que eu amo o inverno europeu e não sei se amarei algum dia. 

A grande maioria dos brasileiros, na qual também estou incluída, diz que ama o inverno justamente por não saber o que é VIVER no inverno. Uma coisa é curtir uma semana de férias durante uma viagem internacional em um hotel razoável com o aquecedor ligado no máximo e beber todos os dias (afinal, férias é jaca total, né?!) e outra é tentae estabelecer uma rotina prazerosa quando as temperaturas estão abaixo de 5°. Vamos aos fatos:

1 – Definitivamente, a NEVE não é legal

Se você não é um esquiador profissional, muito menos um Husky Siberiano, a neve é um saco. Congela os encanamentos das casas, torna as estradas perigosas, faz a gente ter que usar sapatos bizarros e faz qualquer atividade se tornar um verdadeiro desafio. A combinação neve + vento é uma coisa do capiroto. 😈❄

2 – Ir no banheiro é uma TORTURA

Como não transpiramos muito nos dias frios é natural que tenhamos que ir mais vezes ao banheiro e, por mais que você queira evitar ao máximo as idas ao banheiro (o que não é nenhum pouco saudável e pode até te causar infecções na bexiga), não há NADA que possamos fazer para evitar o terrível encontro do bumbum com o assento sanitário. 

3 – Tomar banho deixa de ser relaxante e se torna um verdadeiro HORROR

Se no Brasil a gente ama tomar um belo banho relaxante e aproveita para soltar a voz, aqui a verdade é que o banho começa a ser um momento que você faz de tudo para retardar. Não sei dizer o que é pior: tirar a roupa, esperar a água esquentar, regular a temperatura da água (pra não se queimar), ter coragem de sair do banho ou se enxugar. Decidam entre vocês.

4 – É bem provável que façamos combinações RIDÍCULAS

Por estarem acostumados a baixas temperaturas desde pequenininhos, os europeus conseguem manter a elegância no inverno e não se vestem até ficar como um urso polar. No entanto, a nós que nascemos abaixo da linha do Equador, este frio é algo que chega a doer nos ossos. Na tentativa desesperada de nos manter aquecidos, surgem looks bem bizarros e chega um momento que você considera uma boa ideia sair de casa usando o pijama flanelado por baixo da parafernália toda. Sem contar as 4 meias calças e uma legging por baixo da calça que também são um hit.

5 – As roupas simplesmente NÃO SECAM no varal

A primeira coisa que descobrimos quando lavamos roupa aqui na Europa é que não sabemos quando a roupa ainda está molhada ou está apenas gelada. Por demorarem MUITO mais tempo que o normal para secarem (caso você não tenha uma secadora), o ideal é que você lave quantidades menores de roupas por vez aproveite para secar as peças mais pesadas colocando-as próximas às janelas ou perto do aquecedor. 

6 – Aceitar o fato de que as 17hs já escureceu

Esta, para mim, é uma das coisas mais complicadas do inverno europeu. Você acorda, se prepara para ter uma giornata fantática e produtiva e, assim, de repente, o dia já se foi e está tudo escuro. Do nada. É meio brochante para nós que somos seres solares mas, com o tempo, se acostuma. 

7 – Jura que VAI FAZER MAIS FRIO? 

Se por um acaso vemos na previsão do tempo de algum telejornal que a temperatura vai cair mais é como se algo gritasse dentro da gente: #QualANecessidadeDisso? 

8 – O bendito NARIZ VERMELHO

Não importa se você é praticamente a rainha dos tutoriais de maquiagem ou manja das combinações de sombra e batom, o centro das atenções de seu rosto será sempre o nariz vermelho e, se você não cuidar da pele com uma boa camada de Bepantol ou Óleo de Rosa Mosqueta antes de dormir é bem provável que em pouco tempo seu rosto todo esteja “queimado” e hiper sensível. Aí, nem maquiagem salva. O mesmo vale para os lábios que sofrem horrores com o frio.

9 – Fica difícil ser SEXY

Sabe aquela lingerie maravilhosa ou aquela underwear caprichada? Pois é, ela vai estar bem UNDER, embaixo de quase uma tonelada de lãs, malhas, casacos, meias e etc. Despir-se disso tudo antes de partir para ação é quase como a mesma sensação que a ovelha tem quando é tosquiada. 😅

10 – Comer saudável é para os fortes

Se no Brasil é possível ser musa fitness durante todas as estações do ano, aqui é praticamente uma missão impossível. Como resistir aos pratos típicos e calóricos do inverno? Nem o gelato a gente perdoa! 🍦🍨

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Cresce em 50% a emissão de Certidões de Imigração pelo APESP 🇮🇹 🇧🇷

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O Arquivo Público do Estado de São Paulo (APESP) registrou um aumento de quase 50% na emissão de Certidões de Imigração nos últimos anos. No ano passado foram emitidas pelo Núcleo de Assistência ao Pesquisador 7.652 certidões contra 5.135 registradas em 2011.

A expectativa para esse ano é bater os números de 2015, já que somente no primeiro semestre deste ano, foram emitidas 4.091 Certidões de Imigração.

De acordo com o diretor Aparecido Oliveira, do Núcleo de Assistência ao Pesquisador, os aumentos dos pedidos dependem das políticas sazonais adotadas pelos países, mas um fenômeno atual chamou atenção. “Se algum Consulado amplia a concessão de visto ou facilitando a dupla cidadania, o número de pessoas que nos procuram aumenta, mas no último ano notamos um aumento inesperado, possivelmente pelo cenário brasileiro”, diz.

Italianos, japoneses, libaneses e diversas outras nacionalidades estão representadas na documentação que registra a entrada de imigrantes no estado de São Paulo. Com base nesse conjunto documental que está sob a guarda do Arquivo Público, é possível solicitar três tipos de Certidões: Certidões de Desembarque com base nos imigrantes que desembarcaram no Porto de Santos (de 1888 a 1978) ou que deram entrada na Hospedaria dos Imigrantes (entre 1887 e 1978) e as Certidões de Registro, com base nos imigrantes que foram registrados nos órgãos de fiscalização de estrangeiros entre os anos de 1939 e 1984. A Hospedaria dos Imigrantes recebeu mais de 2,5 milhões de pessoas vindas de todo o Mundo para se estabelecer em São Paulo.

Segundo Aparecido, a Certidão de Desembarque comprova que o estrangeiro entrou no Brasil, passando por São Paulo, nos intervalos de tempo mencionados. “O documento costuma ser pedido para iniciar processos de obtenção de dupla cidadania e correções de registro civil”.

Já as Certidões de Registro servem para comprovar que o estrangeiro residiu em caráter permanente em São Paulo entre os anos de 1939 e 1984 e também servem para obtenção de dupla cidadania e correção de registro civil, além de processos de naturalização, aposentadoria, comprovação de identidade para venda de imóveis e processos de inventário, etc.

As certidões mais emitidas são as com base nos Livros da Hospedaria de Imigrantes, um dos maiores centros de recepção de estrangeiros já existentes no Brasil. Por suas dependências, passaram mais de dois milhões de pessoas. Seu acervo é formado por mais de 150 livros de registro das antigas Hospedarias do Bom Retiro (1882 a 1887) e do Brás (1887 a 1858). Eles contém informações sobre a passagem de estrangeiros por essas duas instituições, como nome, idade, nacionalidade, data de entrada na Hospedaria, profissão, parentesco e estado civil.

Segundo o técnico Aryan Rocha, do Núcleo de Assistência ao Pesquisador, a pesquisa pode ser feita por nome e sobrenome. “É importante frisar que o registro completo era feito em nome do chefe da família, do homem mais velho. Então se o solicitante quer encontrar sua avó, por exemplo, ele deve procurar pelo registro do grupo familiar, e somente constará o primeiro nome de sua antecedente, que chegou ao Brasil ainda criança”, explica Aryan.

No site do Arquivo Público é possível acessar a documentação em um banco de dados elaborado pelo Memorial do Imigrante e que contém a transcrição integral dos registros, por isso também é comum que a grafia de nomes e sobrenomes possa não condizer com a forma correta.

As Certidões de Desembarque pedidas com base nas listas de bordo do Porto de Santos estão em sua maioria digitalizadas e disponíveis no site do Museu da Imigração. Algumas listas se perderam com o passar dos anos e outras não puderam ser digitalizadas devido ao estado de conservação, existindo algumas lacunas na documentação.

As Certidões de Registro são emitidas com base nos registros provenientes da antiga Delegacia Especializada de Estrangeiros de São Paulo. Esse registro foi implantado por lei em 1938, sendo obrigatório para os estrangeiros em situação permanente – foi quando começou a regularizar a estada dos imigrantes no Brasil, pois até então não existia um controle. As informações constantes nesses documentos comprovam a entrada de um ou mais estrangeiros no Brasil.

Todas as fichas de Registro estão digitalizadas e disponíveis no site do Family Search. Localizando o imigrante que procura, o APESP emite a certidão, que é uma transcrição literal das informações contidas nos documentos.

Desde o último mês os pedidos de Certidão de Imigração podem ser solicitados pela Internet, através de um novo sistema no site do Arquivo Público. A pessoa que localizar as informações do imigrante e se essa informação for relevante para o seu caso, é recolhida a taxa para a emissão da certidão. “Lembrando que essa pesquisa é gratuita, a taxa só é recolhida caso o solicitante tiver interesse na certificação”, afirma Aparecido.

Museu da Imigração

Entre 1887 e 1978, a Hospedaria dos Imigrantes recebeu mais de 2,5 milhões de pessoas vindas de todo o Mundo para se estabelecer em São Paulo. Hoje, a presença dos imigrantes é fato marcante da cultura paulista. A antiga hospedaria, transformada no Museu da Imigração, dedica-se a promover a reflexão sobre o processo migratório no Brasil por meio de documentos, fotos, vídeos, depoimentos e objetos. Após restauro completo, o Museu reabriu em maio de 2014 completamente renovado, modernizado e com uma nova exposição de longa duração, multissensorial e interativa.

Fonte: Oriundi.NET, publicado em 22/09/2016.

Conheça o Club di Giulietta, associação italiana que mantém viva a força e a lenda do amor entre Romeo e Julieta

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O Club di Giulietta é uma associação cultural italiana, sediada na cidade de Verona, que há muitos anos se ocupa do extraordinário fenômeno das “Cartas à Julieta” e promove atividades culturais e eventos literários ligados ao mito de Romeo e Julieta.

O “Correio de Julieta” é um fenômeno mundial que supera a própria magia da lenda shakesperiana: milhares de cartas que chegam de diversos lugares do mundo, nas quais as pessoas contam para Julieta sobre suas histórias, seus sonhos e seus desejos e, posteriormente, são respondidas por equipe de “Secretários de Julieta”, que oferecem amizade e conselho.

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A cada ano, o Club di Giulietta premia as cartas mais belas no âmbito do Prêmio “Cara Julieta”, que é entregue na Casa de Julieta, na ocasião da Festa de São Valentim. As mais belas cartas para Julieta são selecionadas em uma mostra permanente que fica exposta no Club di Giulietta, situado no primeiro andar da Via Cappello, número 21.

Cartas à Julieta

A história de amor mais famosa de todos os tempos, aquela entre Romeo e Julieta, foi ambientada em Verona, cidade do amor por excelência e foi lançada no cinema em 14 de maio de 2010, nos Estados Unidos, e em 25 de agosto de 2010, na Itália.

Nós estamos falando sobre o filme “Cartas para Julieta”, produzido pela Summit Entertainment, cujo elenco inclui Amanda Seyfried, Gael Garcia Bernal, Vanessa Redgrave e Franco Nero.

O filme foi rodado na varanda da casa de Julieta, na Piazza delle Erbe e nas ruelas da cidade velha e, além de mostrar a beleza histórica de Verona, também traz uma história de esperança pois, nunca é tarde para amar.

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História e receita de Gnocchi de batatas da nonna para você preparar hoje, dia 29, e ter mais sorte na vida!

Nhoques (como dizemos em bom português) ou gnocchi, como na grafia italiana é sempre garantia de felicidade. Sua feitura, quase ritualística por assim dizer, confere ao prato a generosidade, o amor e o carinho contido nas mãos de nossas mammas e nonnas, as matriarcas de nossas famílias. O preparo de gnocchi nos oferece uma experiência sensorial completa e prazerosa (e talvez seja por isso que eu gosto tanto de fazê-lo!), proporcionada pelo cheirinho das batatas cozinhando, o calor do vapor que sai das batatas sendo amassadas, o contraste das cores do ovo sendo mesclado à massa e à farinha que irão dar forma e consistência.

Herança dos tempos difíceis 

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Antes de falar sobre como o gnocchi se transformou em símbolo de sorte (buona fortuna!), vamos falar sobre sua origem humilde, quando ele nasceu em uma cozinha pobrezinha, pelas mãos das mammas italianas que, em vez de esmorecer diante da carência de ingredientes e as penúrias da guerra, exercitaram sua criatividade e criaram este clássico da culinária italiana.

Embora não seja possível precisar o momento exato em que este prato foi produzido, os historiadores afirmam que ele tenha surgido no século 17. Segundo o escritor Sílvio Lancellotti, autor de “O livro da cozinha clássica” (Editora L&PM), não faltava farinha de trigo, ainda que racionada, na despensa dos italianos mais ricos, que continuavam a cozinhar e apreciar suas massas. Enquanto isso, na casa dos italianos mais pobres, a realidade era outra: não havia quase nada de farinha e o jeito era transformar o pão velho na pasta nostra de cada dia, triturando ou ralando o pãozinho duro e misturando com um pouquinho da farinha e água quente. A massa proveniente desta mistura era processada por um cilindro e cortada em toquinhos que, depois, eram cozidos em água fervente ou em um caldo de vegetais e ossos de galinha. E como o sabor ficava bom, com o tempo, até os ricos copiaram a ideia. Já a nossa batata, que participará da receita que ensinarei a seguir, foi a última a entrar nessa história, já que chegou à Europa apenas no século 18.

Como a criatividade dos italianos não tem fim (Graças a Deus, né non? hahaahah), cada região da Itália possui uma versão customizada de gnocchi – e eu duvido que alguma delas seja ruim -. A propósito, um dia, quero provar pelo menos umas seis receitas diferentes para poder fazer um post aqui para vocês.

Gnocchi alla brasiliana 

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Cá no Brasil, a receita mais clássica do nhoque (ou gnocchi, se preferir entrar no clima italiano) é a feita com batata, uma porção de farinha e ovo. Existe versões feitas com outros tubérculos também e eu já preparei, por conta da curiosidade, receitas que levavam batata doce, inhame e mandioquinha. Não rendem e ficam abundantes como o de batata mas, salvo as devidas diferenças, todos eles tem o seu charme.

O grande pecado cometido pelos brasileiros, na tentativa de facilitar o trabalho de modelagem da massa do nhoque, é exagerar na farinha 😱. Por esse motivo eu peço encarecidamente para que vocês resistam à tentação de colocar mais farinha, não duvidem do potencial da massa (hahaha sim, às vezes eu duvido que a receita dará certo, meto mais ingrediente do que o que é pedido e aí estrago tudo!) e sigam a exata medida que eu informarei na receita para que possam desfrutar de um nhoque delicioso e que não ficará duro ou pesado para a digestão. Quanto ao molho (ou sugo), prefiro deixar que vocês escolham o que mais lhe aprouverem. Eu prefiro um sugo di pomodoro feito de forma caseira mesmo, com tomates bem madurinhos, cebola e manjericão, ou um belo ragu’ alla bolognese, que lembra vagamente 😤 a proposta do molho à bolonhesa que é feito no Brasil, com tomates com carne moída. Em outro post, falarei mais sobre eles e outras opções de molhos italianos (sughi italiani) porque eles merecem um post à parte. Aguardem e vocês vão ver que o modo de preparo fará uma grande diferença no seu prato!

E o ritual do nhoque da sorte, como surgiu?

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Bom, pessoal, eu já havia comentado que os italianos são tão supersticiosos quanto nós brasileiros. Lá eles tem várias simpatias e eu prometo que falarei sobre isso com mais detalhes em outra ocasião.

O ritual do Nhoque da Sorte (Gnocchi della Fortuna) surgiu quando, num certo dia 29, São Pantaleão visitou um vilarejo e pediu comida a uma família pobre. O anfitrião dividiu a parca refeição com o santo e cada pessoa comeu apenas sete bolinhas de nhoque cada uma. Após as despedidas, os donos da casa encontraram moedas de ouro sob os pratos e daí nasceu o costume de se colocar uma nota ou moeda embaixo do prato de nhoque no dia 29, para atrair fortuna.

Os fatos históricos, que pena 😞 , tiram um pouco do encanto da simpatia. São Pantaleão viveu entre os séculos 3 e 4, muito antes, portanto, de o próprio nhoque ter sido inventado. Mas, seja como for, a história é bonita e a gente gosta mesmo é de fazer tudo aquilo que traz mais sorte e prosperidade para a vida, não é mesmo?

Vamos à receita!

Ingredientes (rende para quatro pessoas que comam bem!)

  • 1 kg de batatas
  • 1 ovo
  • 300g de farinha
  • sal a gosto

Como preparar

Antes de tudo, é importante saber como escolher as batatas certas para que elas não absorvam a farinha e mantenham o cozimento. Os melhores são as batas brancas, por serem ricas em amido e por isso mais “farinhosas”. Além disso, as batatas tem que ser um pouco já passadas. Ah, se não quiser fazer 1kg de gnocchi, tudo bem. Fracione: 100g de farinha a cada 300g de batatas!

Ferva as batatas com a casca em uma panela com água e sal. Quando elas estiverem macias (o garfo entra na batatas sem problemas) e ainda quentes, descasque-as e amasse-as com um espremedor de batatas em cima de um pouco de farinha. Comece a amassar e com o composto ainda macio, adicione o ovo. Continue a amassar até obter uma mistura amarela, compacta e sem grumos.

Estenda a massa em rolinhos e corte o nhoque de batata do tamanho que você quiser. Faça uma marquinha no nhoque de batata com um garfo e coloque-os sobre uma camada de farinha de modo que eles não grudem antes de cozinhar.

Conservação

Se você não for consumi-los de uma só vez, você pode congelá-los, tomando cuidado para não deixá-los grudados um ao outro antes de congelar.

Cozimento

Em uma panela, deixe a água ferver e adicione o sal. Jogue então uma parte dos nhoques na água e espere ele vir à superfície. Quando a primeira porção vir à superfície retire com uma escumadeira e jogue outra porção na panela. Repita até que todo o nhoque acabe.

*

Bom preparo e Buon appetito! 🍴

10 crenças de países diferentes que vão te trazer felicidade

Cada cultura tem suas superstições particulares. Sejam as nações mais avançadas do ponto de vista da tecnologia quanto aquelas que ainda preservam suas raízes ancestrais, existe a crença nos sinais do Universo e no maravilhoso poder dos amuletos.

Se você está precisando de um pouco mais de sorte 🍀 , confira algumas das crenças antigas de diversos países que, além de trazer mais sorte e felicidade, também irão te divertir bastante. Confira!

🔩

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🐘

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🎋

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👩

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🐇

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🐄

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🍂

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🍽

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🐈

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Siga os sinais e boa sorte! 🍀

Via Incrível.club

10 coisas nas quais o Brasil 🇧🇷 é nota 10 👍

No último post, mostramos alguns pontos bem negativos de nosso país verde e amarelo. Como prometido, hoje nós falaremos sobre as coisas boas do Brasil, das quais não só devemos nos orgulhar como também valorizar e mostrar para o mundo todo como um exemplo a ser seguido. Vamos lá!

1 – O Brasil é #top em coisas que você nem imagina

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Não é só de gols Brasil é campeão. Para provar isso, resolvi reunir neste tópico algumas informações que provam que, apesar de todos os problemas, nosso país também é ávido por inovação e  possui grande competitividade frente a outros países. Pouca gente sabe mas o Brasil: é o 2º maior mercado de telefones celulares do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês; o único país do Hemisfério Sul que participa do Projeto Genoma; é exemplo mundial no combate à AIDS e doenças sexualmente transmissíveis; é o segundo maior mercado em helicópteros comerciais; líder mundial em segurança da informação e detecção de malwares, o que nos garante um dos sistemas bancários mais modernos (podemos realizar as mais diversas transações financeiras online pela internet, sem precisar ir ao banco enquanto que, em muitos países, como nos EUA, por exemplo, isto não é possível sem demorar dias ou precisar utilizar cheques) e seguros do mundo;  um dos países que, entre os países desenvolvidos, possui o maior número de empresas com certificado de Controle de Qualidade (ISO:9001): temos aproximadamente 6.890 empresas enquanto que o México tem apenas 300 e a Argentina 265; é um dos maiores mercados editoriais do mundo e publica pelo menos 50 mil novos livros por ano; é campeão em criatividade e possui um dos maiores números de prêmios de publicidade.

2 – O melhor do Brasil é o brasileiro!

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Não perdoaram nem a reportagem que a Gloria Maria fez sobre a Jamaica!

O brasileiro leva essa coisa de humor tão à sério que quem inventou aquele ditado “perde o amigo mas não perde a piada”, certamente o fez para algum cidadão do Brasil. Na verdade, a gente faz piada (clique nos links para morrer de rir) com: epidemias internacionaistragédias coletivasquestões complicadas do Vestibulardificuldades financeirasa dureza da vidanomes engraçadoso descaso na administração públicaa Operação Lava Jatoplacas de trânsitoproblemas técnicosreligiãocriminalidade e muito mais que você possa imaginar. A zueira do brasileiro não tem limites MESMO. 😂 😂 😂 😂

3 – O Brasil possui férias remuneradas de 30 dias!

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Pergunte a um americano o que ele acha de poder gozar de 30 dias de descanso remunerado e depois venha nos contar o que ele respondeu… Pois é, pessoal, apesar de todos os pesares no que se refere ao mercado de trabalho brasileiro, as diferenças salariais gritantes e a dificuldades de progredir na carreira em um país que não valoriza o empenho e a experiência profissional do trabalhador, ter férias remuneradas de 30 dias garantida pelas Leis Trabalhistas é um privilégio que dificilmente você encontrará em outro lugar que não seja o nosso Brasil brasileiro. Os EUA, maior símbolo do capitalismo e das “boas condições” de vida não é muito generoso em suas leis trabalhistas. Por lá as relações de trabalho são definidas por contrato e não por uma lei. Licença maternidade garantida por lei? Esqueça! Isso irá depender das leis estaduais (que variam muito nos EUA) e do que foi combinado entre o empregado e a empresa. A regra geral é de que a mãe tenha até 12 semanas de licença para cuidar de seu pimpolho SEM REMUNERAÇÃO durante o período (isso mesmo: no money!) e sem garantia de estabilidade.

4 – Yes! Nós temos rodízio!

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Alguém disse COMIDA?

Quer ganhar a inimizade de um italiano? Peça uma pizza meio a meio! Isso não #ecziste (Saudades, Padre Quevedo!) na Itália e, até onde eu saiba, não existe em nenhum outro lugar onde pizza é pizza de verdade (sentiram o veneno né hahahah). Bom, além de poder comer a democrática pizza dois em um, o Brasil te dá o privilégio de sair de um restaurante quase rolando depois de pedir um rodízio. Isso mesmo: RODÍZIO! Pra quê comer apenas UM SABOR ou UM PRATO se você pode experimentar TODAS AS DELÍCIAS daquele restaurante japonês / pizzaria / churrascaria / pastelaria / etc? Sem falar naquela pista fria em que você faz jus ao termo “self service“, um tipo de coisa que um americano, por exemplo, não encontra lá na terra do Tio Sam.

5 – O serviço dos restaurantes brasileiros é excelente

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Salve, simpatia!

Garçons sorridentes, simpáticos e solícitos é uma marca registrada do serviço dos restaurantes do Brasil. Nossos garçons não tem igual. Eles são ‘camarada’, compreensivos pra caramba (quase psicólogos!), mestres em dar um jeitinho naquele pedido que não saiu conforme a encomenda, fazem adaptações incríveis pra agradar a clientela – meia porção de filé sem mostarda com catupiry e meia calabresa sem cebola, ok?  – e MEGA pacientes com os bêbados inveterados ou os chatos de carteirinha. Para mim, o garçom que atende a clientela brasileira está preparado para trabalhar (e ser muito bem sucedido, diga-se de passagem) com a clientela de qualquer lugar do mundo.

6 – O Brasil é 10 em higiene pessoal

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Graças a Deus, que também é brasileiro. 

Claro que toda regra tem sua exceção mas, se podemos nos vangloriar de alguma coisa que tenha a ver com nossos hábitos culturais, esta coisa chama-se necessidade de tomar pelo menos um banho ao acordar e outro antes de ir dormir. Me desculpe os que não são muito amigos do chuveiro mas banho é FUNDAMENTAL. Num país em que a primavera já inicia com temperaturas que beiram os 40° tomar banho diariamente deveria ser uma lei, assim como trocar de roupas. É uma falta de respeito (com a humanidade, eu diria) supor que as outras pessoas devam aceitar numa boa o seu mau hálito ou aquele cecê que torna o metrô insalubre já nas primeiras horas da manhã. É uma verdadeira falta de vergonha na cara, na verdade, já que sabonete ou desodorante existem para serem usados. Certa vez, quando almocei em um restaurante de uma famosa vinícola chilena, me vi obrigada a mudar de lugar ao sentir o forte odor   ̶d̶e̶ ̶s̶o̶v̶a̶c̶o̶ ̶r̶a̶d̶i̶o̶a̶t̶i̶v̶o̶  que vinha de algum dos três executivos franceses que ocupavam a mesa ao lado. Apesar de todos os meus esforços em manter a concentração eu não conseguia lutar contra a ação do vento que, toda vez que soprava em minha direção, quase me fazia DESMAIAR. Sem exagero, a coisa era insuportável. A outra ocasião em que eu me vi suando frio e de estômago embrulhado foi na Itália quando, ao visitar a Igreja de Santa Clara, em Assis, fui surpreendida por um grupo de freiras que, ao passar por mim, deixaram um rastro que tornou o ar irrespirável 😷.

7 – O povo brasileiro é afetuoso

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Você não abraçaria tanto o seu pai se ele fosse japonês. Você não abraçaria uma pessoa que você acabou de conhecer (seja ela uma criança, um adulto ou uma pessoa idosa) se ela não fosse IMPORTANTE para você. O abraço significa isso: que aquela pessoa é realmente cara e importante para você. Isso é coisa de brasileiro, um hábito difícil de traduzir para outras línguas. Embora pareça muito estranho e íntimo demais para outras culturas, o hábito de abraçar é transformador: a troca de calor e afeto entre aquele que abraça e aquele que é abraçado, aproxima e muda para melhor as relações entre as pessoas. Chega a ser meio estranho para nós brasileiros que nos relacionamos com pessoas de outras nações a falta de importância do contato humano. É como se, para nós, brasileiros, o amor, o carinho e a atenção, só fosse completo se viesse junto com um um afago.

8 – O “jeitinho” e a força de vontade dos brasileiros deveria ser exportado

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Se, de um lado, o tal “jeitinho brasileiro” nos envergonha e expõe que não somos acostumados a seguir regras, de outro ele expõe uma característica muito particular deste povo que não foge à luta: a imensa capacidade de buscar outros caminhos para se conseguir aquilo que desejamos. Enquanto que os estrangeiros se estressam e desistem já no primeiro “perrengue”, nós brasileiros conseguimos sempre acreditar que, mesmo nas piores situações, há sempre uma saída. Nos esportes, na música e até no mundo da moda o que não faltam são histórias de superação que são verdadeiros exemplos da resiliência do brasileiro. Só para citar, cito a história de Ubirajara Silva, ou Bira, que em 2007 se tornou conhecido por meio do noticiário. Cansado de sofrer maus tratos em casa foi parar nas ruas de Recife mas nunca desistiu de querer um futuro melhor. Com o dinheiro dos bicos que fazia e também das esmolas que recebia, ele comprava comida e frequentava lan houses, até que um dia ele soube de um concurso do Banco do Brasil, se inscreveu e começou a estudar em bibliotecas públicas. Adivinhem o que aconteceu: ele não só passou no concurso como superou mais de 19 mil candidatos. Bira é um entre muitos casos de brasileiros que, mesmo no pior cenário possível, se recusaram a entregar os pontos e desistir.

9 –  A hora do almoço dos brasileiros causa inveja nos gringos

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E não é que dá mesmo?

A hora do almoço é sagrada para os brasileiros. Graças à tradição mediterrânea trazida ao Brasil por portugueses, italianos e espanhóis o almoço é a principal refeição do dia. Mesmo que você more longe da família e não tenha o privilégio de almoçar com os seus pais ou com seus filhos, você terá uma pausa que varia de uma a duas horas, na qual você pode comer a refeição mais importante do dia e recuperar o fôlego para concluir seu dia de trabalho. Apesar de parecer natural ter uma a duas horas inteiras para almoçar (e ser um direito garantido pela legislação trabalhista brasileira), nos EUA, na Nova Zelândia, na Inglaterra e na Holanda, isso soa como um privilégio. Nestes países almoçar é a mesma coisa que engolir um sanduíche na mesa de trabalho.

10 – A floresta Amazônica e a natureza exuberante do Brasil

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Pátria amada, Brasil. 

Cobiçada pelo mundo todo devido à riqueza de sua fauna e flora, a Amazônia (que, diga-se de passagem é MUITO NOSSA) funciona como um filtro atmosférico gigante, que suga o dióxido de carbono da atmosfera e contribui com a melhoria do ar que respiramos. Nossa natureza é uma das mais exuberantes e diversificadas do mundo e cumpre um papel importantíssimo no combate ao aquecimento global, motivo pelo qual devemos ser defensores ferrenhos do meio ambiente.

10 coisas nas quais o Brasil 🇧🇷 é nota 0 👎

O Brasil é lindo, querido e acolhedor. Mas também apresenta algumas peculiaridades que se tornam uma pedrinha no sapato daquelas pessoas mais inconformistas e que buscam (justamente por saber que o mundo é muito, mais muito amplo) uma nova forma de viver e poder ser feliz de verdade.

Infelizmente, entre outros problemas, nosso país sofre de um grave complexo de inferioridade e, embora seja “gigante pela própria natureza”, não consegue encarar a si mesmo como uma nação que tem TODAS AS CARACTERÍSTICAS NATURAIS E TODO POTENCIAL SOCIAL E ECONÔMICO PARA SER UMA NAÇÃO PRÓSPERA. Lutar contra a indolência deste gigante, todos os dias, da hora em que saímos das nossas casas para ir ao trabalho à hora que voltamos para os nossos lares, se torna uma tarefa hercúlea, mais enfadonha que a própria jornada de trabalho que, durante cinco (ou mais anos) de nossas vidas, nos preparamos para exercer. E o que dizer dos empreendedores que, embora estejam contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico do país, ainda tem que sobreviver à altíssima carga tributária que, por si só, míngua quase todas as chances de um empreendimento dar certo por aqui.

É por essas e outras que, até mesmo em tom de desabafo, listei dez coisas em que o Brasil vai muito mal e que, se tivesse uma postura diferente, poderíamos ter um país muito melhor para se viver e, consequentemente, muito mais próspero.

1 – O Brasil não respeita seu patrimônio histórico e menospreza sua história

Patrimonio / Sobrado na rua da Direita, precisa de reforma
Crédito: Euler Junior/EM/D.A Press. Brasil. A cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, é um exemplo clássico deste descaso. Casarões históricos e obras de arte, como as do Aleijadinho, estão sob a ação do tempo.

Não é preciso ser um arquiteto para ficar horrorizado com o descaso que o país tem para com o seu patrimônio histórico. Nos meus tempos de repórter, fiz muitas denúncias quanto a casarões abandonados no centro de Ribeirão Preto (SP), os quais eram utilizados como ponto de distribuição e uso de crack e outras drogas e, também, que eram criadouros de dengue. Em quaisquer cidade que você vá, não é muito difícil encontrar situações similares e não tem como não ficar triste com o estado da maioria destas construções seculares, na maior parte das vezes esquecidas e caindo aos pedaços. Existe lei de tombamento e proteção do patrimônio histórico? Sim, claro que tem, mas como a maioria das leis brasileiras ela é “fraca” ou “não pega”. Diferentemente do que vi na Itália, em que a preservação da patrimônio histórico e artístico é algo muito valorizado e levado à sério, o Brasil parece não querer nem saber sobre seu passado, o que dirá de seu futuro.

2 – O Brasil não conhece o Brasil

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Embora também exista italianos que não conhecem un cazzo de seu próprio país (que é bem menor que o nosso) a situação aqui no Brasil é pior porque, além das delimitações das condições financeiras de muitos brasileiros, que tornam o verbo viajar possível de ser conjugado apenas pelos mais abastados financeiramente, o brasileiro que tem alguma condição financeira para poder conhecer as maravilhas de seu país, não gosta e não se interessa muito pelo Brasil e acha mais chique gastar em dólar ou em euro, explorando pontos turísticos de outros países, em vez de viajar para destinos nacionais e conhecer melhor nossa natureza abundante e nossa cultura tão rica e diversificada.

3 – O Brasil está se tornando uma cópia mal feita da terra do Tio Sam

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31 de Outubro: É Halloween ou Dia do Saci? Decidam!

Passear no parque? Pra quê, se eu posso passear no Shopping com toda segurança, conveniência e ar condicionado? Preparar uma refeição em casa para seus amigos ou sua família, seguindo aquela receita secreta da sua avó? Pra quê, se eu posso ir em um restaurante badalado ou comer aquele lanche 🍔 cheio de bacon, hambúrguer de péssima qualidade, ketchup, mostarda, maionese e queijo processado que fica pronto em menos de 5 minutos? Vinho bom? Só se for o mais caro da prateleira do mercado. Festa badalada? Só se contratar o melhor buffet da cidade e pagar uma fortuna para o decorador transformar o primeiro ano de seu filho em uma cerimônia do Oscar. Moda? O novo modelito usado pelas Kardashians ou pela Beyocè na última. Comprar coisas novas a todo momento? Claro que sim, afinal uma roupa usada uma vez já não serve mais para nada e sempre tem um liquidificador, uma máquina de lavar ou mesmo um carro com um design mais arrojado ou uma tecnologia mais avançada! Produto nacional, made in Brazil? Nem pensar! Produto bom é produto importado, caro e acrescido de mais de 60% de impostos.

4 – Aparência VS Essência

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Gracyanne, uma das musas fitness e maiores marombeiras do Brasil. Ainda bem que toda moda passa algum dia. #oremos

Eu DUVIDO que em qualquer outro lugar DO MUNDO a “boa forma” corporal e a “beleza” é considerada algo tão importante como ocorre no Brasil. É sério isso, gente. A aparência aqui conta muito mais que o que a pessoa pensa, como ela realmente é e o que ela faz da vida. O Brasil é um país em que as pessoas se tornam celebridade pelo tamanho de sua bunda, rotina de treino, dieta, marca de Whey Protein ou a quantidade de anabolizante que consome enquanto que as pessoas que descobrem alternativas de cura para o câncer, por exemplo, irão morrer em completo anonimato. Em uma roda de conversa de mulheres e homens, falar de dieta, da melhor academia de “cross fit“, de plástica, de abdômen “trincado“, “corpo ideal“, “projeto verão“, “tipo panicat“, “cabelo bom“, é uma coisa extremamente trivial. Quem não está nesses padrões ou não tem saco para essas coisas está à margem da sociedade e é considerado feio ou estranho. Como se fosse “normal” e “bonito” ostentar um corpo igual ao da Gracyanne Barbosa… Pelo amor!

5 – No Brasil as frutas e verduras contém mais agrotóxico do que nutrientes

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E enquanto a indústria química e farmacêutica engrossa suas contas bancárias, seguimos nossas vidas ingerindo o “veneno nosso de cada dia”.

Nós já fizemos um post  aqui no blog para falar sobre o problema gravíssimo do uso indiscriminado de agrotóxico no Brasil 💀 , no qual apresentamos uma pesquisa divulgada pela Anvisa que expõe o ranking com os alimentos que possuem a maior quantidade destas substâncias que, entre outros danos à saúde, pode contribuir com o desenvolvimento de câncer. O Brasil é o maior produtor e o maior consumidor de agrotóxico mundial 💀, seguido da Alemanha e do Canadá. O pior é que alguns desses venenos que já foram proibidos por países como os Estados Unidos, por exemplo, ainda são usados e PERMITIDOS 💀 aqui. Só para constar: de 2008 a 2014 foram despejados mais de 1 BILHÃO de litros de agrotóxicos em nossas lavouras o que corresponde ao consumo de aproximadamente 5 litros de agrotóxico para cada 1 brasileiro. E mais: para cada US$ 1 gasto com agrotóxicos são gastos US$ 1,28 em medicamentos. Estranho isso, não? Pois é, uma das coisas que mais me agradou na Itália foi justamente o fato de os italianos estarem mais integrados com as estações do ano. Os restaurantes de lá mudam seu cardápio de acordo com os alimentos da estação e a maioria da população de lá prefere comprar alimentos de produtores locais em vez de comprá-los de grandes indústrias. OBS: Se você quiser aprender como remover resíduos de agrotóxicos dos alimentos, dá um clique no link do post e saiba mais. 

6 – O Brasil acha normal beber refrigerante desde criança

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Desde agosto deste ano, a venda de refrigerantes em escolas infantis brasileiras está proibida. Agora só falta as pessoas entenderem que refrigerante não é uma opção saudável para se oferecer a crianças e bebês. #oremos mais uma vez! 

Se, por um lado, a garrafa de Coca-Cola de 3 litros não pode faltar em uma refeição em família ou em um churrasco com os amigos, por outro, é uma verdadeira raridade encontrá-la sobre uma mesa italiana. Até mesmo o suco, uma opção mais saudável, não é uma coisa muito comum por lá. De modo geral, para acompanhar uma refeição os italianos bebem água (liscia ou frizzante) ou vinho. Enquanto a outra opção de bebida para adultos durante as refeições seja o vinho, a criança por bebe água. Não que eu seja totalmente contra beber refrigerante. Deus é testemunha do tanto que eu não resisto a um Guaraná Antarctica geladinho e o tanto que eu me esforço para evitá-lo ou substituí-lo por um copo de suco natural. Mas entre um adulto escolher tomar ou não um refrigerante e pais e avós OFERECEREM refrigerante (e todos os aromatizantes, açúcares, sódio, corantes e outras porcarias mais) para um bebê de apenas 1 ano de idade para não deixar a criança com vontade tem uma diferença enorme!

6 – No Brasil, se é “de graça” ou vem “fácil demais” não presta

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“É Cilada, Bino!”. Esse meme resume bem o que estamos falando

Vocês já ouviram aquela expressão brasileira que diz que “cavalo dado não se olha os dentes”? Por trás desse ditado está a terrível crença de que tudo aquilo que é gratuito ou vem fácil demais ou não tem valor algum ou não possui boas condições. Logo, se um evento (festaexposição de arte, show ao ar livre, entrada no museu, etc) é gratuito, a expectativa da maioria das pessoas é de que ele seja ruim. Se alguém está oferecendo algum benefício (vacinação, exame de saúde, um curso gratuito, uma oficina profissional, 10 minutos de massagem shiatsuvaga de emprego!) a tendência é pensar que trata-se de uma CILADA e não de uma oportunidade. Isso também vale pra quando alguém ‘te dá bola’. O brasileiro/brasileira costuma pensar que se alguém demonstra muito que está afim é 100% de certeza que a pessoa não presta. A nossa cultura (infelizmente) valoriza apenas aquilo que é caro (e quando eu digo caro eu digo CARO mesmo!) ou difícil de ser obtido. Pra ter algo valor no Brasil tem que sofrer, seja para pagar (tipo aquela bíblia do financiamento, em suaves prestações) ou seja para conquistar (no caso, a mulher ter que ser muito difícil e dar muitos foras nas investidas do galanteador para que ele a considere uma “mulher para casar”).

7 – No Brasil, você é pressionado a ser “alguém na vida”

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O mito do “super profissional” impera no Brasil e aqui você só é respeitado pelo cargo que exerce ou quanto dinheiro você tem. “Sabe com quem você está falando?” 

Existe no Brasil uma grande pressão em ser “bem sucedido” ou “ser alguém” na vida. Eu mesma me casei com 22 anos e tive meu filho aos 23 porque, entre outras coisas que eu pensava da vida, eu realmente acreditava no íntimo do meu ser nessa cultura louca de que se você chegar aos 30 solteiro, sem uma formação superior com uma carreira profissional estável, sem filhos, cachorro, gato, periquito, casa própria com móveis planejados e aquele carrão do ano na garagem você era sim um grande fracassado e uma desgraça para sua família. E mesmo para quem fez vestibular e entrou, a duras penas em uma universidade, paga ou particular, ter um diploma NÃO GARANTE que você encontrará seu lugar no mercado de trabalho. Aliás, o mercado de trabalho no Brasil não é visto como A Terra das Grandes Oportunidades mas sim como um monstro que, se não for devidamente dominado, irá te devorar. Quando eu pisei na faculdade pela primeira vez eu tinha APENAS 16 anos de idade e pensava que eu poderia mudar o mundo ensinando literatura. Na segunda vez que eu fiz isso (e elegi o Jornalismo) eu já tinha outros planos, outros sonhos e outros desafios. Quando eu resolvi fazer uma pós-graduação na minha área de atuação eu pensava que isto me abriria muitas portas. Mas, infelizmente, isto não aconteceu e não acontece com 90% dos brasileiros. É porque aqui no Brasil você não é valorizado por aquilo que você sabe e, se você levar os rótulos muito à sério, estará fadado a ser alguém infeliz. Fora o nepotismo, que é algo que parece ser arraigado em nossa cultura empresarial e política. Não interessa se você se formou em Stanford, se tem PhD. em Robótica, se você é a Menina do Vale, se fez intercâmbio na Austrália, se fez retiro espiritual no Tibet. Mais cedo ou mais tarde, independente de sua competência profissional, pode acontecer que você tenha que ceder sua vaga para o sobrinhx/primx/amigx/filhx/amantx/cunhadx/afilhadx do(a) dono(a) da empresa. E isso não significa, necessariamente, que você seja um zero à esquerda ou que não seja bom no que faz. Aliás, o Brasil precisa urgentemente rever o conceito de carreira pois, na maior parte dos países europeus, já se sabe que um profissional de 30 anos não tem experiência suficiente para ser considerado um expert de sua área e, depois dos 40, 50, 60+, idade em que as pessoas já conquistaram maior conhecimento, você não é descartado do mercado de trabalho como ocorre por aqui.

8 – No Brasil, quase tudo que não seja rústico, primitivo e machista é “coisa de viado”

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Porque ser livre para vestir o que quiser é sim “coisa de homem”.

Homem usando camiseta rosa ou estampada? Viado! Calça jeans apertada? Coisa de viado. Cuida da aparência? Nossa, é uma bichona. Tem um aspecto físico mais frágil ou delicado? Certeza que esse cara é viado. O menino não é bruto ou detesta jogar bola com os coleguinhas? Ih, esse aí vai virar viado. Estuda francês? Vixi, é um viado enrustido. Sabe limpar a casa e não precisa de uma mulher para cozinhar, lavar, passar ou cuidar das coisas dele? Sei não, esse aí deve ser viado. Gosta de artes? Só pode ser viado. O “coroa” começou a se preocupar com a aparência? Ah, que coisa feia, depois de velho virar viado? Veste-se de forma impecável, nos parâmetros da moda e se interessa por esses assuntos? Puta que pariu, que viado! Sabe tratar bem uma mulher e não olha para uma como se estivesse olhando para um prato de comida? No fundo, é viado. Qualquer coisa que um homem faça que não seja considerada coisa de homem, no Brasil torna-se, automaticamente, coisa de viado. Aqui no Brasil o homem vive como se precisasse provar a todo instante que é homem (no sentido de heterossexual, para ser ainda mais explícita) e isso inclui ter quase que uma obrigatoriedade de cantar uma mulher na rua mesmo que seja casado; ser grosseiro ou agressivo; discriminar opções sexuais diferentes da dele; trair a esposa ou a namorada, afinal, homem que é homem não consegue resistir a outra mulher gostosa; ser pegador; usar roupas que se encaixam no padrão (se é que existe isso mesmo) considerado masculino; arrotar, peidar, andar por aí sem camisa ou ter péssimos modos porque “homem pode né”. Na Itália, nota-se uma despreocupação em relação a esta neurose em provar 24h a masculinidade. Os homens de lá usam roupas beeeeem descoladas, independente da idade. Alguns são mais ousados, outros mais clássicos, porém elegantes, não existe cor de roupa “de viado”. Eles gostam de arte, eles sabem cuidar de uma casa, eles cruzam as pernas, eles são LIVRES para serem HOMENS DE VERDADE, independente do estilo que adotam ou da opção sexual que eles possuem. E mais: o homem homossexual italiano não é tratado com discriminação não viu. Lá eles são respeitados e não correm o risco de serem agredidos (ou mesmo mortos) como acontece no Brasil…

9 – No Brasil, “pobre não tem cultura”

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O Brasil é riquíssimo em cultura. A periferia tem cultura. Minas tem cultura. São Paulo tem cultura. O Sertão nordestino tem cultura. O Sul tem cultura. Índio é cultura. Os descendentes dos povos africanos, de asiáticos, de italianos, de alemães, entre tantos outros povos que contribuíram com a miscigenação do Brasil, são pura cultura. Mas mesmo assim há um certo ranço em admitir que todas essas contribuições artísticas, filosóficas, diferenças no modo de pensar e agir sejam cultura. Sabe se lá por qual motivo, o tal do brasileiro médio insiste na burrice de pensar que só pode ser considerado cultura uma ópera apresentada no Teatro Municipal de São Paulo ou uma apresentação do Cirque du Soleil, a título de exemplo. E quando se fala em cultura nas escolas ou de arte, na maior parte das vezes não se considera a maravilhosa diversidade cultural do país e a cultura dita como “popular” é tratada como algo de valor menor. Um pecado!

10 – A política no Brasil é uma verdadeira palhaçada!

Esse tópico eu me abstenho de escrever muito porque este fato já é de conhecimento comum. Os chiliques e farpas trocadas entre Trump e Hillary, que resume o clima eleitoral dos EUA, é quase uma piada de mal gosto comparada ao circo que fomos obrigados a pagar para assistir aqui no Brasil. Sem contar o show de horrores que é o tal do Horário Eleitoral Gratuito…

 

Mas não se desesperem e não queiram correr para as colinas. Em breve, também irei escrever as 10 coisas nas quais o Brasil 🇧🇷 é nota 10 👍 .