TORTA OREO: SIMPLES E DELICIOSA

Famosíssima na América, a Torta Oreo também foi muito bem aceita aqui no Velho Mundo. Afinal, quem é que pode resistir a uma deliciosa torta que utiliza como base esta bolacha que por si só já é um must?

O preparo é muito simples e os ingredientes são fáceis de encontrar, o que a torna uma excelente opção para aquelas ocasiões em que você tem que caprichar na sobremesa mas está meio sem tempo – ou, como no meu caso, não tanto expertise para fazer doces muito elavorados -.

Minha Torta Oreo teve uma pequena adaptação, como vocês poderão ver na lista de ingredientes, mas cá entre nós, não altera tanto o resultado como eu tive receio de ocorrer. Em vez de utilizar creamcheese, como sugere a receita do Tio Sam, optei por Mascarpone, uma variedade de queijo muito cremoso e de sabor adocicado, acrescido de uma caixinga de creme de leite para conferir um pouco mais de cremosidade ao recheio.

Agora vamos à receita, começando pela lista de ingredientes necessários para o preparo desta sobremesa.

Ingredientes:

  1. 4 pacotes de bolacha Oreo para a base (reserve algumas bolachas para acrescentar ao recheio);
  2. 125g de manteiga derretida:
  3. 2 colheres de baunilha;
  4. 1 xícara de açúcar refinado;
  5. 250g de Mascarpone
  6. 2 caixinhas de Creme de Leite, sendo 1 para o recheio e outra para o Ganache de Chocolate
  7. Chantilly para bater;
  8. 250g de chocolate fondente (reserve um pedacinho para raspar e decorar a cobertura;
  9. Gotas de chocolate para decorar;
  10. Forma de torta com borda removível.

Preparo:

Triture as bolachas Oreo em um processador até transformá-las em uma farinha, lembrando-se de deixar ao menos 4 bolachas para quebrar em pedaços e acrescentar ao recheio.

Derreta a manteiga até que esteja líquida, acrescente a farinha e amasse bem com as mãos até obter uma mistura uniforme. Com a massa obtida desta mistura de farinha de bolacha + manteiga, forre o fundo da forma que será a base da torta.

Leve a forma ao congelador onde deve permanecer por 10 minutos para que se solidifique.

Em uma batedeira junte os seguintes ingredientes: Mascarpone + 1 xícara de açúcar refinado + 2 colheres de baunilha + bolacha quebrada em pedaços não muito grandes + 1 caixinha de Creme de Leite e bata tudo até se transformar em um creme firme que será o recheio da torta.

Passado os 10 minutos nos quais a base da torta deve permanecer no congelador para se solidificar um pouco, espalhe o recheio por toda a base. Reserve e leve à geladeira enquanto inicia o preparo do Ganache.

Corte o chocolate fondente em pedaços e em uma panela derreta-o em banho-maria. Quando tiver bem derretido, desligue o fogo e acrescente o Creme de Leite mexendo bem até ficar tudo bem homogêneno e cremoso. Espere esfriar um pouco e cubra o recheio da torta.

Por fim, chegou a vez da cobertura que é feita basicamente com chantilly, gostas e raspas de chocolate. Eu utilizei o chantilly de caixinha, que basta apenas resfriar e bater na batedeira. Este já vem adoçado e possui uma firmeza que nunca decepciona.

Caso você opte por fazer esta receita em um dia muito quente, lembre-se de manter a torta na geladeira durante as etapas do preparo e antes de decorar com o chantilly, certifique-se que o mesmo está bem firme e gelado, deste modo dificilmente a torta irá “desandar”.

Esta etapa da decoração é bem “autoral”. Você pode apenas espalhar bem o chantilly com o auxílio de uma colher ou, caso você queira dar espaço para o/a confeiteiro/a qe habita em você, pode utilizar aqueles adereços de confeitaria que transforma tudo em uma obra de arte gastronômica.

Por fim basta cobrir com as gotas de chocolate e as raspinhas que dão o toque final. Caso prefira, espalhe alguns pedaços de bolacha que também fica muito bom.

Deixe na geladeira por pelo menos 2 horas e depois desenforme abrindo delicadamente a lateral da forma e removendo com cuidado para não “desmontar” as camadas da torta.

Viu como é fácil? Comente e dê sugestões.

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😉🍫

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🇮🇹 DOCG, DOC, IGT, DOP E IGP? Conheça as classificações de vinhos e alimentos italianos 🇮🇹

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In vino veritas: as denominações de origem mostram toda não apenas a qualidade mas também a identidade de cada tipo de vinho.

Muito mais que um simples selo de qualidade, a classificação italiana para alimentos e bebidas representada pelas siglas – DOCG, DOC, IGT, DOP e IGP – trazem informações muito importantes sobre a “identidade cultural” dos diferentes tipos de produtos típicos italianos e, pode acreditar em mim, não é coisa de gente fresca não.

O que está por trás de cada uma destas siglas

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D.O.C.G. (DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA E GARANTITA)

Os vinhos que possuem denominação de origem controlada e garantida são regulamentados e identificados a partir de uma zona de origem muito precisa, com características especiais que permitem a produção de um vinho ímpar. Este é o caso do Prosecco que é produzido apenas em Valdobbiadene e Conegliano a partir de uma uva cultivada apenas nesta localidade e um método de produção patenteado.

D.O.C. (DENOMINAZIONE DI ORIGINE CONTROLLATA)

Um vinho de denominação de origem controlada tem sua zona de coleta de uvas delimitada, suas características são relativas ao ambiente e uma técnicaa de produção específica, aprovada pelo ministério.

Os vinhos D.O.C. são regulamentados e identificados a partir de uma zona de origem muito precisa também.

Para receber esse selo, devem apresentar algumas informações, como: a zona de produção, o rendimento máximo das uvas e de vinho por hectare, as características físico-químicas dos vinho, as técnicas da produção, a composição dos vinhedos, entre outros.

Quanto mais se aumentam as indicações, mais se restringe o número de produtores e a qualidade do vinho produzido.

I.G.T. (IDENTIFICAZIONE GEOGRAFICA TIPICA)

A identificação geográfica típica é uma terceira forma de classificação dos vinhos. Esses vinhos são produzidos em áreas normalmente amplas, mas ainda assim seguindo requisitos específicos.

As uvas utilizadas para fazer o vinho devem ser, em pelo menos 85%, proveniente da zona geográfica indicada.

Para receber esse tipo de selo, o vinho deve ter algumas informações, como: a indicação geográfica, a delimitação da zona geográfica, as tipologias enólogas – incluindo as cores, entre outros.

Obrigatoriamente, um vinho com este selo deve apresentar no rótulo a sua zona geográfica, tipologia e ano da colheita.

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D.O.P. (DENOMINAZIONE DI ORIGINE PROTETTA)

O selo de denominação de origem protegida vem atribuído somente por lei aos alimentos de características peculiares que dependem essencial ou exclusivamente do território onde são produzidos.

O ambiente geográfica compreende tanto os fatores naturais, como o clima e as características ambientais, como também a técnica que, ao serem combinados, permitem a geração de um produto único, impossível de ser produzido em outro local.

O seguimento das normas que garantem a produção de um alimento D.O.P é feito por um organismo de controle específico.

I.G.P. (INDICAZIONE GEOGRAFICA PROTTETA)

O selo de indicação geográfica protegida é garantido para produtos agrícolas e alimentares de uma determinada qualidade, reputação ou outra característica que dependem da origem geográfica e cuja produção, transformação ou elaboração acontece em uma área específica.

Para obter esse selo, pelo menos, uma das fases do processo produtivo deve acontecer em uma área específica. Além disso, deve-se atender a regras rígidas na disciplina de produção e tudo isso é garantido por um órgão de controle específico.

Visivelmente, a diferença entre um produto D.O.P e um I.G.P. é feita pelas cores do selo que são amarelo e vermelho, e amarelo e azul, respectivamente, para que as pessoas não se confundissem.

Na lista de ambos, D.O.P e I.G.P., entram vinhos, vinagres, carnes, queijos, azeite de oliva, peixes, verduras, pães, entre outros.

S.T.G. (SPECIALITÀ TRADIZIONALE GARANTITA)

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Esse selo de especialidade tradicional garantida foi inserido pela União Europeia com o objetivo de certificar produtos ou comidas típicas que são obtidos por meio de métodos de produção tradicionais.

Ele é voltado para produtos agrícolas e alimentares que tenham uma “especificidade” ligada ao método de produção ou à composição ligada à tradição de uma zona, mas os produtos não necessariamente são produzidos somente em tal zona. Ex.: a pizza Napoletana. Embora ela possa ser feita em praticamente toda a Italia, a verdadeira pizza Napoletana possui características específicas e é feita por meio de uma técnica particular que a difere da pizza Romana, por exemplo.

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Para ver uma lista de todos os produtos que carregam esses selos de qualidade italianos, clique aqui. 🇮🇹

Fonte: Istituto Marchigiano