7 razões pelas quais escolhi viver na Itália 🇮🇹

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Apesar de eu nunca ter pensado nisso nas primeiras vezes que pisei meus pés no solo de meus ancestrais, fui percebendo ao longo do tempo que aquilo que a princípio era apenas uma escolha do coração também poderia significar mudanças profundas sobre o meu modo de pensar e agir, pois aqui no Brasil a gente se acostuma a muitas coisas ruins de uma forma tão natural que chega ao ponto de quase não acreditar que merecemos coisa melhor. Se você não sabe (ou ainda não despertou) para o que estou falando, deixe que esse vídeo fale por mim.  Eu já estava buscando estas mudanças fazia algum tempo e revendo vários conceitos sobre o que eu considero fundamental para mim e os acontecimentos da minha vida me levaram até a Itália.

Se foi fácil deixar um emprego bem estabelecido para começar tudo do zero? Bom isso aí é pauta para outro post e eu confesso que ainda não estou preparada para falar a respeito. Até porque, como diz o célebre Homem-Aranha, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e não é porque você se muda para o exterior que sua vida entra no modo divino, maravilhoso da noite para o dia. Mas que deixa de ser de tudo ruim, ah isto sem dúvida.

Eu sei que muitos de vocês já leram textões em que os donos da verdade rechaçaram aqueles que se atreveram a querer algo mais que o pouco (quase nada, para dizer a verdade) que o Brasil nos oferece, dizendo que isso é coisa de geração Nutella e muita ingenuidade afirmar que se pode deixar um trabalho de “carteira assinada” para sair pelo mundo com um mochila nas costas e alguns dólares ou euros nos bolsos para trabalhar em subempregos em outros países.

É que eles se esquecem que ingenuidade mesmo é uma pessoa pensar que mesmo que ela se esforce e consiga estudar, fazer cursos e trabalhar bastante durante boa parte de sua vida produtiva, ela irá conseguir se realizar profissional e pessoalmente em um país que acha normal seus governantes viverem como reis enquanto pessoas morrerem em filas de hospitais porque o Governo cortou ou reduziu para zero as verbas da saúde sendo que nós pagamos um dos impostos mais altos do mundo.

Ingenuidade mesmo é pagar um trilhão de impostos só no primeiro trimestre de 2017, e achar que, só por isso, seu filho poderá ter acesso a uma escola quiçá razoável e frequentará as melhores universidades ou poderá dispensar o pagamento daquele plano de saúde que aumenta três vezes mais do que o dissídio anual e é praticamente a mesma coisa que o SUS: filas para agendar, filas para ser atendido e acesso ao mais básico do básico do básico. Ou nem isso.

Ingenuidade, meus caros, é uma pessoa pensar que por ter 50 anos de idade e 30 de profissão ela vai começar a ser mais valorizada por sua experiência em um país que descarta seus profissionais mais velhos para poder pagar mais barato para um estagiário, exigindo dele a mesma qualidade e responsabilidade de alguém forjado pelos desafios e pelos anos de ofício.

Mas afinal, por quê a Itália?

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Eu sei, eu sei… Brasileiro que é brasileiro mesmo sonha em morar na terra do Tio Sam. Ou ser empreendedor no Canadá, estudar na Austrália. Mas acontece que eu trago em mim o idealismo e a coragem insana de um certo Sante Venturin, que saiu de lá de uma cidadezinha do Vêneto pra essa tal de Mérica na certeza infalível de que QUEM BUSCA E FAZ, ALCANÇA.

Não estou dizendo que a Itália seja o melhor lugar do mundo para se viver (embora seja o melhor lugar do mundo para mim e para muitos descendente que, assim como eu tem um apego sentimental a este país lindo e cheio de riquezas históricas e naturais que só me deu coisas boas até hoje😍).

Pode ser que você que está lendo tudo isso seja um cara *pica das galáxias em TI e encontre muito mais oportunidades nos países onde esta área seja realmente mais desenvolvida e a mão de obra especializada mais escassa. Pode ser que você queira se reconhecer cidadão italiano e ir morar na Alemanha. Ou em Portugal. Ou aprender a falar francês. E está tudo bem também. Este texto não é (e nem jamais será, um guia absoluto – ultimate – DIY para quem está pensando em dar um passo em busca do desconhecido. Minha única intenção é mostrar para vocês as minhas razões particulares sobre ter escolhido a Itália como minha casa dolce casa, mostrar que existe sim novas oportunidades e coisas melhores fora do seu quintal.

Quem sabe, sendo um pouco pretensiosa, até inspirar pessoas a realizar os seus sonhos mesmo diante de todas as dificuldades que isto implicar no início. Pois olha, amiguinhos, o início é ferrado mesmo. Pra todo mundo. Mas a recompensa é acordar todo dia e dizer: hoje estou vencendo mais uma vez e amanhã eu tento de novo.

Bom vamos, lá. Porque eu acho que a Itália é um excelente lugar para se viver:

1) O que é do outro não é meu

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Este gnomo estava “dando bobeira” em frente à uma residência em Vicenza. 

Quem roubaria um gnomo? 🕵 O mesmo ser que rouba um vaso de orquídea dentro de uma residência. O mesmo ser que pensa que pode PEGAR algo de alguém porque não está disposto a pagar para tê-lo. E também não está disposto a pedir porque acha que tem o direito nato de invadir o espaço alheio para fazer o que bem entender. O mesmo tipo de ser menefreguista que está se lixando para quem quer que seja.

Ok, alguns menos sensíveis dirão que meu exemplo é ridículo mas a primeira impressão que eu tive deste país é que é este é um lugar onde o lema o que é do outro não é meu funciona. Digo isso pois eu já passei por muitos lugares, cidades grandes e pequenas, no norte e no sul e, na maior parte delas (com exceção obviamente das mais populosas como Roma e Napoli onde você tem que ter um cuidado maior para não perder seus pertences), não é porque você deixa um vaso de flor em frente à sua casa ou seu escritório que um engraçadinho pode ir lá, achar o vaso super bonito e levar embora.

No Brasil, minha mãe coleciona orquídeas e as deixam penduradas na varanda da frente de casa. Não foram poucas as vezes que deliberadamente 🕵ENTRARAM (abrindo o portão ou pulando o muro) e furtaram 🕵 alguns de seus exemplares. Também furtaram jornais, revistas que eu assinava e uma cadeira daquelas de cordinha (que eu particularmente detesto). Mas lembrem-se, as orquídeas de minha, as revistas e jornais e a cadeira, estavam dentro da varanda de minha casa e não na rua como as flores dos italianos… 🕵

2) A dura realidade do faroeste tupiniquim nos transforma em neuróticos

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Vida e morte brasileira: é tiro, porrada e bomba

Você já ligou a TV e teve vontade de deitar no chão em posição fetal e chorar? Eu já, muitas vezes. Hoje eu nem assisto mais TV pois ela nos cria uma paranoia constante. Mas antes que alguém diga que sou uma alienada eu queria informar que já atuei como jornalista e cansei de cobrir a nossa dura realidade onde a tríade (drogas – crime – impunidade) reina absoluta.

No Brasil, além de correr o risco de ser vítima de bala perdida, ser estuprado, ser assaltado em plena luz do dia no ponto de ônibus a caminho do trabalho, levar uma fechada no trânsito e receber um tiro na testa se você tirar satisfação com um motorista psicopata, você sai de casa todos os dias sem ter a certeza de que você irá voltar (isto em mais ou menos intensidade dependendo de onde se vive no Brasil).

Mas se você é pragmático como eu e gosta de dados, um recente levantamento divulgado pelo Atlas da Violência 2017 vai te deixar perplexo pois ele mostra que todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam o número de homicídios registrado no Brasil em três semanas de 2015.

Não vou nem me atrever a falar sobre violência de gênero e idade (mulheres, crianças e idosos) ou de etnia (índios, negros) pois isto daria assunto para mais de dias.  Parece mentira, exagero midiático dos Datenas e Marcelos Rezendes da vida, mas os dados não mentem.

3) Nós, brasileiros, estamos acostumados a sermos maltratados

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Direitos Fundamentais dos Cidadãos, ata.

A Constituição Brasileira de 1988 é tão linda, mas tão linda que eu passaria horas declamando-a como se fosse um poema pois, na prática é nada mais que isto: um texto romântico que não garante nem mesmo o mínimo dos direitos fundamentais de grande parte dos cidadãos brasileiros.

O artigo 5º, por exemplo, diz que somos todos iguais perante a lei em cinco dimensões: Vida, Liberdade, Segurança, Igualdade e Propriedade. Mas, será que somos mesmo? Que diferença exite entre o ladrão que rouba e mata um transeunte para ficar com o relógio dele e aquele político que rouba o dinheiro do povo e mata pessoas que ficam sem acesso à saúde e à mercê de hospitais sucateados? A diferença é bem simples: o primeiro paga (ou não) pelo seu crime sendo preso (com atenuação de pena, obviamente, sendo sustentado pelos impostos que o cara que ele matou e os outros caras ainda vivos estão pagando). Já o segundo também pode chegar a ser preso. A tal da Lava-Jato está aí para mostrar que milagres (ou utopias) acontecem. Mas o fato é que este tipo de bandido cumpre prisão em sua mansão com o maior conforto, sendo representado pelos melhores advogados do mundo, com a serenidade de quem sabe que seu dinheiro (ou melhor, o dinheiro que ele roubou do povo) está em paraísos fiscais. Sendo ele um intocável (é, galera, não é só na Índia que existem as castas) ele nunca será rebaixado à classe trabalhadora e, carreirista que é, possivelmente vai se candidatar a outros cargos públicos no futuro (o que é permitido por lei mesmo ele tendo sido pego em esquemas de corrupção) e alçará cargos políticos cada vez maiores e mais rentáveis.

Do artigo 6º ao 11 a Constituição trata dos direitos sociais e diz que todos os cidadãos brasileiros (e naturalizados) tem direito ao acesso à bens fundamentais: Educação (oi?), Saúde (#sqn), Alimentação (oi?), Trabalho (o índice de desemprego manda um abraço!), Segurança (risos), Moradia (para quem mesmo?), Lazer (aquele antigo jogo da cobrinha conta como lazer de graça?), Segurança, Previdência Social (oi?), Proteção à Maternidade e à Infância (como é?), Assistência aos Desamparados (tipo um ombro amigo?), transporte (ata, o busão e o metrô é baratinho!).

3) Qualidade de vida não é medida por poder de consumo

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Compro, logo existo.

Na Itália, diferentemente do que ocorre no Brasil, as necessidades primárias de um cidadão são bens fundamentais que não dependem de quanto ele ganha ou quanto ele pode pagar para ter. Claro que é importante ter um bom trabalho e ganhar bem, no entanto, quando você tem contato com a qualidade de vida de um cidadão europeu, você realmente repensa a vida que se tem no Brasil, onde corremos desenfreadamente para ganhar mais dinheiro e poder pagar por uma vida melhor enquanto nos entupimos de antidepressivos e álcool para conseguir aguentar una vita da cane de trancos e barrancos.

Enquanto o brasileiro está gastando aos tubos pra poder ir pra Disney e se endividando cada vez mais para ter o último lançamento do iPhone ou pagando 300% de juros de cartão de crédito para manter um padrão de vida socialmente aceitável, o italiano está lá trabalhando, pagando seus impostos, fazendo suas compras, usufruindo de todas as benesses de um país de primeiro mundo sem nunca, JAMAIS, mai deixar de se aproveitar também da simplicidade prazerosa da dolce vita. Se tem um povo que sabe aproveitar a vida este povo é o italiano.

Trocando em miúdos, o comportamento de consumo de um italiano D.o.C. (isto é, aquele não americanizado) não é um objetivo em si como ocorre no Brasil Ostentação, mas apenas uma consequência natural e saudável de seu trabalho diário, quem ganha mais gasta mais e quem ganha menos não se mata por isso nem deixa de ter acesso à coisas básicas que uma pessoa deve ter.

4) Só não estuda quem não quer

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Liceo italiano

A educação na Itália é gratuita. Só não estuda quem não quer. Desde o maternal, ensino fundamental e médio até a universidade, a educação é pública, gratuita e com uma qualidade excelente. As escolas e universidades italianas não são sucateadas como as escolas e universidades do Brasil, no qual o Governo lucra para manter sua população com pouca instrução e mantém os professores desmotivados e despreparados pagando um salário de fome.  Um outro detalhe: o esporte é levado a sério na Itália e é uma prática muito estimulada entre os jovens. Tenho um grande amigo que vive em Arezzo que pratica esgrima desde pequeno e hoje em dia é um schermitore professionista e também um ótimo profissional na área de desenvolvimento de APPs. Ele nunca precisou se endividar nem pagar FIES pra poder ter direito à uma universidade. Ah, ele também é da classe trabalhadora, não é filho de milionários e nem vive de herança de família.

5) A criança italiana ainda pode brincar na pracinha

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Sogno: bimbi che giocano nella strada 👶

Você deixaria seu filho de 6, 7, 10 anos ir brincar com os amiguinhos na praça da sua cidade? Bom, o meu tem 8 anos e eu jamais permiti que ele fosse buscar pão desacompanhado na padaria da esquina de minha casa no Brasil. Sei que não é muito inteligente afirmar que TODAS as cidades italianas possuem este nível de segurança mas na MAIOR PARTE delas SIM, o seu filho pode giocare tranquilamente com os amiguinhos da rua como fazia a minha geração na infância em vez de ficar enfiado dentro de casa em frente o computador ou o maledetto video giochi.

6) O salário mínimo brasileiro é mínimo MESMO

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E o salário, ó….

O salário mínimo de um italiano varia de 1000 a 1400 euros em média. Ganhando este valor per capita ao mês uma pessoa tem perfeitas condições de pagar o aluguel de um imóvel razoável (mais caros nas cidades maiores e mais baratos em cidadezinhas menores ou no Sul da Itália); despesas comuns como água, luz, telefone, energia elétrica, alimentação e gás (a não ser que você faça como eu e deixe o termosifone ligado full time 😱 no inverno e depois se depare com um boleto de 300 euros só de gás); um pouquinho de vida social (afinal ninguém é de ferro!); fazer algumas viagens ao ano, ir ao cinema e movimentar a economia local com algumas comprinhas vez ou outra. Mas estou falando de salário MÍNIMO, pessoas normais que trabalham todos os dias e não vivem de herança e não são donos de multinacionais, modelos ou jogadores de calcio.

No Brasil, 1 pessoa que ganhe 1 salário mínimo ( R$ 937 ) não é capaz nem de pagar o aluguel do imóvel que vive, que dirá a conta de luz, a água, a internet, o plano de saúde, a escola dos filhos (ah, sim, afinal nós temos filhos mais cedo que os italianos), a comida, a roupa que veste, o combustível do carro que anda, a cerveja que bebe. Para poder fazer uma mísera viagem no ano então, nem se fala! Dá-lhe parcelas de cartão! Dá-lhe empréstimo (se o banco autorizar e o nome não estiver sujo)! Ou, na melhor das hipóteses, se você for o CEO da empresa que você trabalha. Ou mesmo o gerente. Este sim, pode se dar ao luxo de ir em shows gringos, curtir uma praia com a família, pagar as contas em dia e poder contar com hospitais de primeira se ficar doente.

Embora os dados abaixo dependam de muitos fatores, eles podem te dar uma ideia do que é ser um trabalhador na Itália:

  • Nenhuma Qualificação (lixeiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de pedreiro, doméstica)
    – 1000 euros mensais + 13º e às vezes 14º. É o salário mínimo italiano.
  • Qualificação mediana (porteiro, motorista de ônibus, digitador, cobrador de trem)
    – 1200 euros mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação técnica (técnico em informática, manutenção, mecânico, eletricista)
    – 1400 mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação – Ensino Superior
    Varia de acordo com o cargo (responsabilidade, hierarquia)
    – Médico/Advogado/Engenheiro: 2000-5000 euros mensais.
    – Outros: 1500-5000 euros mensais.
  • Encanador/Eletricista/Marceneiro
    – 25 euros por hora + custo da visita (mínimo 20 euros)
  • Médico
    – 80-150 euros a consulta
  • Outros (advogado, engenheiro, dentista, fisioterapeuta)
    – a partir de 20 euros/hora

 

7) Viver em um país que valoriza seu patrimônio histórico e cultural NÃO TEM PREÇO

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Firenze 😍

Não é novidade pra ninguém mas, se você ainda não sabe, a Itália é o país que detém a maior quantidade de lugares que são considerados Patrimônio Mundial da Humanidade, declarados pela Unesco. E sabe por quê? Porque o povo italiano não despreza sua história e sua cultura como fazemos aqui no Brasil. Na Itália o conceito de tombamento histórico é algo que funciona de verdade e não esta palhaçada que ocorre no Brasil. E tem mais um detalhe: museus e lugares históricos não são privilégio apenas de ricos não. Se você for meio pobrezinho na Itália e quiser visitar algum museu você pode: no primeiro domingo do mês os museus italianos são GRATUITOS. Isto pode parecer uma grande bobagem se você não avaliar o que está por trás: o acesso à educação de qualidade, à memória, à cultura e à arte tem um enorme poder de transformação social e pode impactar positivamente na formação de um indivíduo. E é num país como este que eu quero que o meu filho cresça e aprenda seu próprio caminho para a felicidade.

Gratidão!

Paula Venturin

Torta de morango 🍓 D E L I C I O S A 🍓

Olá, pessoal! Tudo bem aí do outro lado? Por aqui está tudo ótimo, ainda mais agora que a Primavera chegou e o clima começou a ficar mais confortável. 🙏🙏🙏 #ufa!

Para entrar nessa onda de frescor que a nova estação traz, decidi fazer a receita do meu doce preferido EVER 🍓😍.

Eu sei que tem gente que vira os olhinhos quando se fala em preparar um doce que pode ser comprado na padaria com 0% de esforço mas deixe-me contar uma coisa pra vocês: não existe nada mais prazeroso do que a alquimia de transformar alguns simples ingredientes em algo delicioso e bonito. Parece mágica. 

Vem comigo nesse passo-a-passo que hoje eu vou mostrar para vocês que não tem nenhum mistério no preparo da Torta de Morangos 🍓🍓🍓🍓🍓. 

Ingredientes:

Para a Massa Podre você vai precisar de:

  • 400g de farinha de trigo,
  • 125g de manteiga com sal,
  • 1 ovo,
  • 100g de açúcar cristal,
  • 1 colher de café de canela,
  • 50ml de água gelada.

Para o Creme de Confeiteiro, separe:

  • 400ml de leite,
  • 50g de maisena,
  • 1 vagem de baunilha natural ou 1 colher de aromatizante baunilha,
  • 4 gemas,
  • 1 caixinha de Creme de Leite,
  • 100g de açúcar cristal.

    Para a decoração:

    200g de morangos lavados e cortados em pétalas. Não se preocupe com os morangos que não ficarem perfeitos. Você pode colocá-los embaixo ou separar para congelar e usar em outras receitas. 

    Gel de brilho (seguindo as instruções de preparo do produto), feita especialmente para tortas ou gelatina de morango, que para esta finalidade deverá ser preparada com menos água para endurecer mais rápido! 

    Vamos começar?

    Ok! Primeiro devemos por a mão na massa – literalmente – e misturar em uma bacia todos os ingredientes da Massa Podre. Não se desespere se no início os ingredientes não ficarem homogêneos, com um pouco de amor e paciência tudo se ajeita. 

    Trabalhe bem a massa até perceber que o seu aspecto meio arenoso começou a se transformar em uma bola amanteigada que não gruda mais nas mãos. Caso perceber que a massa ainda está grudenta, adicione um pouco (eu disse POUCO) mais de farinha e continue a sovar até ela chegar no ponto ideal. 

    Agora vamos abrir a massa. Uma dica de OURO é estender um plástico sobre uma superfície plana, colocar a massa e cobri-la com outro plástico para poder abri-la com maior facilidade com o auxílio de um rolo ou mesmo de uma garrafa de vinho.

    Feito isso, remova uma das partes de plástico e encaixe a massa aberta na assadeira, de preferência aquelas de fundo removível. Acomode bem a massa na forma com os dedos mantendo uma espessura de, pelo menos 1,5 a 2cm. Se for muito fina, pode quebrar facilmente e se for muito grossa ficará crua por dentro, comprometendo o resultado. 

    Assim que a sua massa estiver acomodada na forma, remova o plástico superior, ajeite as bordas removendo as ‘rebarbas’ e lembre-se de furar o fundo e as laterais com um garfo para a massa não estufar quando for ao forno.

    Agora sua massa LINDA vai tirar uma soneca de 1 hora na geladeira enquanto o seu forno é aquecido na temperatura de 180° a 200°. Use um timer e enquanto a massa descansa, você pode começar a cortar os morangos e preparar o Creme de Confeiteiro.

    Tenha em mãos os ingredientes do Creme de Confeiteiro para iniciarmos o preparo. Caso você opte por usar a baunilha natural (esse palitinho que você vê na foto), ferva-a no leite que ela libere o aroma.

    Com o auxílio de um garfo ou batedor de ovos, mescle os ingredientes mencionados acima (o leite por último) até que fiquem bem homogêneos.

    Agora, transfira tudo para uma panela e, em fogo médio, mexa bem até que o creme comece a encorpar. Se mexer devagar demais ou, pior ainda, se não mexer 😱 o creme vai ficar tudo zuado, cheio de grumos, o que a gente não vai deixar acontecer de jeito nenhum, não é mesmo?

    Alguns minutos depois…

    O forno está quente e a massa, que permaneceu por 1 hora na geladeira, já pode ser assada. Para que a massa não forme bolhas de ar fure-a com o garfo mais uma vez e coloque alguns feijões sobre ela antes de levá-la ao forno. 

    Asse a massa por 15 a 20 minutos NO MÁXIMO. Caso você não conheça muito bem a potência do seu forno acompanhe o processo minuto a minuto para não queimar a massa e colocar todo seu trabalho a perder. 👍 Depois de assar a massa, deixe esfriar para poder desenformar.

    Com a massa já desenformada, podemos recheá-la com o Creme de Confeiteiro. Lembre-se de deixar um espacinho para os morangos e também para a gelatina que irá cobrí-los. 

    Continue decorando sua torta, use a imaginação, libera seu potencial criativo! 😁

    Depois de concluir a montagem, cubra os morangos com o gel brilho ou com a gelatina de morango e leve-a para a geladeira para que tome consistência. 

    Viu como é simples? Além do Creme de Confeiteiro, você também pode usar creme de chocolate, chantilly etc… 

    Que tal surpreender a família, os amigos ou o #mozão com esta sobremesa fantástica?

    🍓

    Que tal aprender a fazer uma deliciosa “pizza di patate”? (Receita italiana 🇮🇹❤)

    Enquanto na Itália o frio começa a dar uma trégua e dá lugar à Primavera, o clima brasileiro começa a esfriar e aí bate aquela vontade ~marota~ de experimentar pratos mais substanciais e mais quentes, não é mesmo?

    Então hoje vou dar uma dica de um prato muito simples que vai deixar toda família feliz e pratos bem limpinhos (pois todo mundo vai comer até o último pedaço).

    O meu amore gosta TANTO deste prato que pediu para a mamma dele me ensinar a fazer (que responsabilidade!!! 😱). No início fiquei super receosa de ser uma daquelas receitas tradicionais que exigem habilidades culinárias feat. super poderes mas quando coloquei a mão na massa vi que é POSSÍVEL de ser realizada e fica UMA DELÍCIA. 

    E aí, vamos começar?

    Separe os seguintes ingredientes para fazer a deliciosa Pizza di Patate

    • 6 batatas médias
    • 4 ovos
    • 2 colheres de maisena 
    • 100g de queijo parmesão para a massa
    • 100g de queijo parmesão para polvilhar e gratinar
    • 50g de manteiga
    • 3 a 4 fatias de presunto cozido (pode ser retalhos ou sobra de presunto também)
    • 50 a 70g de queijo mussarela ou algum outro de sua preferência (eu usei caciocavallo e un pouco de maarsdam pois são queijos que derretem bem)
    • Farinha de rosca para polvilhar. 💡 Dica: use aquele pãozinho seco que sobrou do café-da-manhã. Basta colocar no forno a fogo baixo por 20-30 min e depois ralar o pão até obter uma farinha uniforme. 
    • Assadeira pequena a média
    • 1 dente de alho pequeno amassado 
    • Sal a gosto 

    A primeira coisa que você deve fazer – e que não tem segredo nenhum – é fazer un pequeno trabalho de marujo: lavar bem e descascar algumas batatas. Feito isso, corte-as ao meio e coloque-as para cozinhar junto com o alho amassado por pelo menos 30 minutos para que fiquem bem macias. Para uma família pequena, de até 4 pessoas, sugiro que sejam utilizadas 6 batatas médias. 

    Passado o tempo de cozimento das batatas (que devem estar bem macias) amasse-as bem com um garfo ou use um belo espremedor de batatas que irá facilitar o seu trabalho e evitar a fadiga. Ah, já ia me esquecendo. Enquanto prepara a pizza, ligue o forno a 180° e preaqueça por no mínimo 20 minutos.

    Adicione 4 ovos, 2 colheres de maisena, o parmesão e um pouco de sal e misture bem até formar uma massa lisa.

    Agora, unte bem a assadeira e coloque a primeira camada de batatas com o auxílio de uma colher. A primeira camada deve corresponder à metade da massa obtida. A outra metade deve ser reservada em quantidade suficiente para cobrir depois.

    Sobre a primeira camada, coloque alguns pedacinhos de manteiga. A manteiga serve para deixar a massa ainda mais macia e saborosa.

    Espalhe o presunto por toda estensão da massa…

    … e adicione também o queijo que, como pode ser visto na foto, deve estar bem distribuído. 👍

    Com uma colher ou uma espátula de silicone (para não desperdiçar nada) coloque a 2° camada de massa que irá cobrir a Pizza di Patate. Faça com a massa ainda quente para que você consiga espalhar com facilidade. 

    Para espalhar a massa e deixar a superfície bem lisinha o segredo é usar o lado côncavo da colher e ir pressionando a massa levemente até que ela preencha toda a assadeira.

    Viu como fica tudo lisinho? 👍

    Agora é a hora de dar o toque final e para isto precisaremos de nada menos do que a espetacular MANTEIGA! 

    É só repetir o procedimento do início do preparo: espalhar pequenos pedacinhos de manteiga por toda a massa. 

    Agora chegou a parte que eu mais gosto: polvilhar queijo parmesão ralado por tudo! Claro que, tudo tem limite né, gente… Por exemplo; aqui no Sul da Itália é considerado um pecado mortal colocar queijo ralado em pratos a base de peixe e frutos do mar. Portanto, se aquele restaurante italiano que você frequenta servir uma pasta alle vongole coberto de queijo, troque urgentemente de restaurante. 😂

    Depois do queijo parmesão é a vez da farinha de rosca, que aqui na Itália é chamada de pangrattato. Ela serve para dar um toque crocante e dourado à pizza. 

    A esta altura, seu forno já deve estar bem quente. Coloque a assadeira no forno e após 30 a 40 minutos sua Pizza de Patate de receita italiana já estará pronta.

    Depois me contem como foi a experiência (e se aprovaram o sabor!).

    Buon appetito!

    🇮🇹❤

    Porque os brasileiros não foram feitos para o inverno europeu

    Faz uma semana que estou na Itália e este ano o inverno tem sido bem rigoroso em quase toda Europa. Se, por um acaso do destino, eu tivesse aterrisado nas primeiras semanas de Fevereiro neste momento não teria forças para escrever já que estava tudo coberto de neve por aqui e eu estaria congelada. E, só para que vocês tenham uma pequena ideia, eu não me encontro perto da Suíça mas no Sul da Itália, um lugar onde a neve não é uma coisa usual.

    Embora eu realmente deteste o calor infernal do Brasil – que deixa o corpo cansado e faz as noites se tornarem insuportáveis sem o auxílio de um bom ar condicionado de temperaturas glaciais – não posso dizer que eu amo o inverno europeu e não sei se amarei algum dia. 

    A grande maioria dos brasileiros, na qual também estou incluída, diz que ama o inverno justamente por não saber o que é VIVER no inverno. Uma coisa é curtir uma semana de férias durante uma viagem internacional em um hotel razoável com o aquecedor ligado no máximo e beber todos os dias (afinal, férias é jaca total, né?!) e outra é tentae estabelecer uma rotina prazerosa quando as temperaturas estão abaixo de 5°. Vamos aos fatos:

    1 – Definitivamente, a NEVE não é legal

    Se você não é um esquiador profissional, muito menos um Husky Siberiano, a neve é um saco. Congela os encanamentos das casas, torna as estradas perigosas, faz a gente ter que usar sapatos bizarros e faz qualquer atividade se tornar um verdadeiro desafio. A combinação neve + vento é uma coisa do capiroto. 😈❄

    2 – Ir no banheiro é uma TORTURA

    Como não transpiramos muito nos dias frios é natural que tenhamos que ir mais vezes ao banheiro e, por mais que você queira evitar ao máximo as idas ao banheiro (o que não é nenhum pouco saudável e pode até te causar infecções na bexiga), não há NADA que possamos fazer para evitar o terrível encontro do bumbum com o assento sanitário. 

    3 – Tomar banho deixa de ser relaxante e se torna um verdadeiro HORROR

    Se no Brasil a gente ama tomar um belo banho relaxante e aproveita para soltar a voz, aqui a verdade é que o banho começa a ser um momento que você faz de tudo para retardar. Não sei dizer o que é pior: tirar a roupa, esperar a água esquentar, regular a temperatura da água (pra não se queimar), ter coragem de sair do banho ou se enxugar. Decidam entre vocês.

    4 – É bem provável que façamos combinações RIDÍCULAS

    Por estarem acostumados a baixas temperaturas desde pequenininhos, os europeus conseguem manter a elegância no inverno e não se vestem até ficar como um urso polar. No entanto, a nós que nascemos abaixo da linha do Equador, este frio é algo que chega a doer nos ossos. Na tentativa desesperada de nos manter aquecidos, surgem looks bem bizarros e chega um momento que você considera uma boa ideia sair de casa usando o pijama flanelado por baixo da parafernália toda. Sem contar as 4 meias calças e uma legging por baixo da calça que também são um hit.

    5 – As roupas simplesmente NÃO SECAM no varal

    A primeira coisa que descobrimos quando lavamos roupa aqui na Europa é que não sabemos quando a roupa ainda está molhada ou está apenas gelada. Por demorarem MUITO mais tempo que o normal para secarem (caso você não tenha uma secadora), o ideal é que você lave quantidades menores de roupas por vez aproveite para secar as peças mais pesadas colocando-as próximas às janelas ou perto do aquecedor. 

    6 – Aceitar o fato de que as 17hs já escureceu

    Esta, para mim, é uma das coisas mais complicadas do inverno europeu. Você acorda, se prepara para ter uma giornata fantática e produtiva e, assim, de repente, o dia já se foi e está tudo escuro. Do nada. É meio brochante para nós que somos seres solares mas, com o tempo, se acostuma. 

    7 – Jura que VAI FAZER MAIS FRIO? 

    Se por um acaso vemos na previsão do tempo de algum telejornal que a temperatura vai cair mais é como se algo gritasse dentro da gente: #QualANecessidadeDisso? 

    8 – O bendito NARIZ VERMELHO

    Não importa se você é praticamente a rainha dos tutoriais de maquiagem ou manja das combinações de sombra e batom, o centro das atenções de seu rosto será sempre o nariz vermelho e, se você não cuidar da pele com uma boa camada de Bepantol ou Óleo de Rosa Mosqueta antes de dormir é bem provável que em pouco tempo seu rosto todo esteja “queimado” e hiper sensível. Aí, nem maquiagem salva. O mesmo vale para os lábios que sofrem horrores com o frio.

    9 – Fica difícil ser SEXY

    Sabe aquela lingerie maravilhosa ou aquela underwear caprichada? Pois é, ela vai estar bem UNDER, embaixo de quase uma tonelada de lãs, malhas, casacos, meias e etc. Despir-se disso tudo antes de partir para ação é quase como a mesma sensação que a ovelha tem quando é tosquiada. 😅

    10 – Comer saudável é para os fortes

    Se no Brasil é possível ser musa fitness durante todas as estações do ano, aqui é praticamente uma missão impossível. Como resistir aos pratos típicos e calóricos do inverno? Nem o gelato a gente perdoa! 🍦🍨

    **

    As 10 principais lições de 2016

    Temos apenas três dias para finalizarmos 2016 e eu gostaria de compartilhar algumas lições que aprendi com este ano que foi um dos mais desafiadores de minha vida. Além de todo rebuliço da política e da economia que agitou o Brasil e o mundo, muita gente também passou por verdadeiras tempestades em suas esferas pessoais. Muita gente passou por poucas e boas neste ano 9, que simboliza o término de ciclos e tenho certeza que, quem sobreviveu a este turbilhão chamado 2016, se antes estava conformado com as coisas “do jeito que elas são” agora passou a acreditar no maravilhoso poder da mudança e é principalmente sobre este tema que se baseiam as minhas reflexões. Aí vão elas:

    1 – Você está fazendo isto errado  

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    Olhe ao redor e tire suas conclusões por si mesmo. Quantas pessoas estão neste exato momento se descabelando, reclamando, xingando e aproveitando todo o potencial delas para dizer o quando o mundo é um lugar ruim e a vida é injusta. Agora me responda: é assim mesmo que se muda a realidade? Quantas pessoas conseguiram mudar suas realidades desta forma? Nenhuma, aposto. Mas o grande X da questão é que, em 99,9% de tudo que nos incomoda nas nossas vidas e no mundo, nós temos uma grande (para não dizer total!) parcela de responsabilidade. Sim, você tem a opção de parar de ler este texto imediatamente se não quiser aceitar o fato de que você tem RESPONSABILIDADE (E não culpa, OK. São conceitos completamente diferentes!) sobre tudo o que está acontecendo a você e ao mundo neste exato momento mas as coisas ruins vão continuar acontecendo até que você finalmente compreenda que não é uma perseguição do Universo mas você mesmo que tem atraído esse monte de M%$#@! que está tornando a sua vida um verdadeiro inferno. Se você ainda não despertou para este fato, aproveite esta minha dica e comece a analisar o quanto a sua forma de encarar as coisas tem contribuído para os resultados ruins que você tem obtido e para todo sofrimento que você mesmo vem causando a si e aos outros. Eu fiquei impressionada ao saber que, embora eu tenha encontrado muita gente féladaputa por aí, nenhuma delas conseguiu fazer os estragos que eu mesma já fiz em minha vida.

    2 – Deus não é um botão de emergência

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    É uma grande pena se você só aciona a sua espiritualidade quando as coisas vão de mal a pior. Eu lamento muito por isso mas já adianto que não precisa continuar a ser assim. Deus não é um botão de emergência que você deve acionar apenas nos casos mais desesperadores ou para resolver os seus problemas quando você já perdeu o controle, a paciência e a fé. Deus, ou seja lá como você queira chamá-lo, é uma Força Criadora que nunca se esgota e que está aí para ser acessada a qualquer momento de qualquer lugar do mundo. Não está em um templo, em uma igreja, em uma mesquita, em uma sinagoga, em um objeto sagrado ou na repetição de palavras. Deus está em TUDO e em TODOS e você deveria começar a se conectar com esta Força Divina agora mesmo, do seu jeito. É claro que a meditação, a oração, a observação da vida (lembre-se das palavras de Jesus: “Olhai e Vigiai”), os mantras, o recolhimento, as religiões, os retiros espirituais em locais sagrados, as missas, cultos, reuniões etc e tal, ajudam muito no processo de reconexão mas se você não estiver disposto a entrar em contato com o divino, tudo não passará de uma encenação sem o menor sentido. Se não fosse a prática diária da espiritualidade, não sei se conseguiria sair de 2016 com tanta esperança como estou saindo.

     3 – Valorize suas raízes mas liberte-se das amarras que te impedem de crescer

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    Ao mesmo tempo que sua família representa as suas raízes, a base que te nutriu, te proporcionou crescimento e te fez chegar onde você chegou, ela também pode estar intrinsecamente ligada aos espinhos que vem arranhando a integridade de seu ser. Em vez de extirpar a sua família da sua vida, como certamente você já teve vontade de fazer tantas vezes, que tal iniciar um processo de cura que beneficiará a todos? Mesmo que isto seja muito difícil no início, será imensamente transformador cicatrizar tantas feridas abertas que vem sendo deixadas pelos seus ancestrais há tantas gerações, além de romper com crenças, programações e manipulações limitantes que, não permitem que você e sua família floresçam em todas as áreas de suas vidas. Ciente da necessidade de restaurar a saúde e a paz de minha família, resolvi buscar auxílio no processo terapêutico da Constelação Sistêmica Familiar, por meio do qual tenho tido avanços significativos.

    4 – A solidão é necessária para uma boa saúde mental

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    Cuidado com o significado que você atribui à palavra solidão. Se você pensa que solidão é o contrário de estar acompanhado, meu amigo e minha amiga, você corre um sério risco de se dar conta que tem passado boa parte de seu tempo cercado de pessoas que não acrescentam nada em suas vidas e quem tem, inclusive, impedido o seu desenvolvimento espiritual. Embora sejamos seres sociais e tenhamos a necessidade de convivermos com outras pessoas, também precisamos de momentos de extrema privacidade e recolhimento, momentos os quais devemos aproveitar para nos regenerarmos e, obviamente, cuidar melhor de nossas vidas. São nessas horas íntimas que somos capazes de nos percebermos melhor como pessoas e notar se está ou não tudo OK com a gente, não no meio da galera toda, no meio da agitação, atrás de uma micareta. É nas horas de recolhimento que Deus fala conosco. Se você, assim como eu, já estiver enveredado no caminho da meditação, já deve estar ciente disso, afinal, ninguém pode meditar por você, não é mesmo?

    5 – Devolva ao remetente

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    Sabe aquela opinião inconveniente que mais parece um mau agouro do que um conselho? Você precisa dela? Esta opinião irá te auxiliar em alguma coisa? Não? Então imagine que esta opinião se transformou em um pacote que chegou pelos Correios em sua casa e não te pertence. E aí, vai ficar com um pacote que não te pertence? Claro que não! Então, DEVOLVA AO REMETENTE. Como na maioria das vezes estas opiniões que murcham o nosso entusiasmo vem diretamente das pessoas mais próximas ou até mesmo das pessoas que mais amamos não seria muito inteligente de sua parte adotar uma postura reativa e agressiva. Você nem precisa fazer nada! Basta ouvir e mentalizar: “Obrigado(a) por compartilhar comigo a sua opinião mas eu não preciso disso. Devolvo ao remetente”. Esta prática também vale para quando você receber qualquer ofensa, hostilidade, pressão negativa e outros emoções desqualificadas. Não aceite, devolva o que não te pertence. É natural que as pessoas que te amam queiram te proteger e te afastar de tudo aquilo que representa um risco, assim como é natural que pessoas que não te amam também queiram te afastar daquilo que faria sua vida deslanchar. Saiba diferenciar o joio do trigo. Muitas vezes, grandes mudanças podem assustar seus familiares mas ninguém melhor que você poderá avaliar se os projetos aos quais você se dispõe a colocar em prática irão trazer mais benefícios ou mais problemas para sua vida. Lembre-se disso e tome para si apenas o que é seu de verdade. 💌

    6 – Comece hoje mesmo a aprender sobre o Amor

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    Osho nos afirma que, a menos que você ame a si mesmo será capaz de amar outra pessoa. Não é possível saber o que é o amor se você não amar a si mesmo mas, antes de amar a si mesmo, você precisa conhecer a si mesmo senão estará amando o seu próprio ego e o seu ego não é o seu Eu Superior e sim a sua falsa personalidade. Para conhecer a si mesmo e, consequentemente, ser capaz de amar a si mesmo, você deverá começar a meditar, mergulhar dentro de si mesmo e descobrir o que está embaixo desta casca espinhosa e dura que você acumulou durante tantos anos. É apenas na atmosfera do silêncio, da clareza, da paz e do silêncio interior que a flor do Amor é capaz de desabrochar e a primeira coisa que acontecerá é que você será capaz de reconhecer em si mesmo a Divina Presença de Deus e sentirá que o amor – e não a raiva, a competição e o medo – é o seu estado natural. Somente assim será capaz de amar a si mesmo e amar a todos, sem distinção. Até mesmo o amor entre você e seu par será elevado a um outro patamar, o da entrega verdadeira e da união de dois em um só. Esta é uma lição para ser aprendida continuamente, todos os dias de nossas vidas. 💖

    7 – Comece agora de onde você está

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    Eu sei que você, assim como eu, tem esperado ansiosamente durante muitos anos por uma grande mão invisível que viria para nos resgatar do fundo deste poço escuro o qual viemos parar sabe-se lá quando e por quê. Mas esta mão não virá do modo que você e que eu também pensava que ela viria. Ninguém irá parar você no meio da rua e falar: “Ei, você, vem cá que eu vou transformar a sua vida da água para o vinho!”. Ninguém tem esse poder além de você mesmo. Até mesmo Jesus, quando realizava milagres na vida das pessoas, dizia: “a tua fé te salvou”. Isto significa que se você não acreditar que é possível mudar, não acontecerá nenhum milagre para você. Eu entendo. Você tem esperado o dia perfeito, a oportunidade perfeita, o ano perfeito para transformar sua vida? Pois eu tenho uma boa notícia para você: a hora é agora. Começa de onde você está, com as ferramentas que você tem. Planeje e coloque em prática tudo aquilo que facilitará a sua transição. Algumas mudanças são mais rápidas outras podem requerer um pouco mais de elaboração mas em ambos os casos, a mudança que mudar sua vida para melhor dependerá muito mais da sua ação do que de quaisquer circunstâncias externas. Dá pra mudar de vida, sim! O que tem impedido você de sair desse poço escuro e profundo para uma vida mais plena e satisfatória são os seus medos, as suas crenças limitantes, o apego ao passado, a sua resistência à mudança, a sua falta de fé em si mesmo e no poder infinito da Força Criadora ✨. Acho que você já deve ter percebido que tem muito trabalho pela frente, não é mesmo? Então, mãos à obra! Veja este vídeo para saber mais sobre como começar a acessar esse poder interior.

    8 – Desentralhe sua vida

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    Você tem muitas coisas velhas, tais como: objetos e eletrodomésticos quebrados; remédios e cosméticos vencidos; roupas e sapatos que não servem mais; projetos inacabados; cd´s, filmes, jogos, livros, que você não leu e que nem passa pela sua cabeça lê-los; brinquedos do tempo que você era criança; váaaaaarias Tuppeware sem tampa; panelas sem cabo; ferramentas quebradas; brincos e meias sem par; uma casa cheia de coisas que você não precisa e não quer mas não tem coragem de se livrar? Se você respondeu sim e fez, inclusive, uma lista mental de vários destes itens que citei acima, pare agora mesmo e comece a desentralhar a sua vida AGORA. Não é superstição. Quando você retém algo, quando você acumula objetos obsoletos, quando você não doa e não joga fora o que não te serve mais você também envia um recadinho pro Universo de que você já tem tudo o que você precisa e não precisa de nada novo em sua vida. Acho que agora tá explicado porque as coisas não estão deslanchando…

    9 – Ter sucesso é ser feliz

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    Você não é um ser inacabado e sim um ser em constante transformação. Se você começar a olhar para a vida como um grande campo de possibilidades que se renovam a cada dia, seus dias serão mais leves e você terá mais leveza e coerência ao fazer as suas escolhas pois você não fará as escolhas que faz por medo e sim por amor. Isto muda tudo! Quando escolhemos algo ou deixamos de escolher por medo (medo de falhar, medo de perder, medo de não ser competente o suficiente, medo de ser ridicularizado, medo da mudança) estamos sendo injustos com a energia sagrada que nos habita. Nós somos capazes de mudar a nossa realidade se assim quisermos bem lá no fundo dos nossos corações. Nós viemos aqui neste mundo para desenvolver ao máximo o nosso potencial e não para atender às expectativas alheias e atender aos pré-requisitos sociais deste sucesso padronizado que a sociedade está nos impondo. Como disse o mestre Dalai Lama: “O planeta não precisa de mais pessoas bem sucedidas. O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todos os tipos”.

    10 – Não alimente os monstros criados pela mente coletiva da humanidade

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    Quando eu falo pra alguém que eu parei de assistir TV e de acompanhar páginas de conteúdo informativo a maior parte das pessoas se assustam por dois motivos: primeiro porque sou jornalista e segundo porque elas pensam que a única forma de manter bem informado é por meio destes canais. O fato é o seguinte: não considero necessário consumir 90% de informações desnecessárias e inúteis (sensacionalismos, fofocas de celebridades, crimes, exploração noticiosa de tragédias) só para ter acesso aos 10% de informações relevantes. Quando quero e preciso saber mais sobre um determinado assunto, procuro pesquisar a respeito pois além de poder avaliar diferentes versões do mesmo fato e poder contrastar isto com explicações mais embasadas. Assim, ficarei mo mínimo possível exposta às influências da energia negativa e destrutiva da coletividade. Ah, não sabe do que estou falando? Duvido! Quem é que não ficou INDIGNADO com o tamanho do potencial de ódio do ser humano ao ler aqueles comentários que se multiplicam às centenas naquelas notícias ruins que falam sobre crimes, grandes tragédias, escândalos políticos, posicionamentos ideológicos antagônicos, entre outras coisas… Gente, é disso que eu tô falando: pobreza de espírito. Pra quê você vai nutrir a sua mente com este tipo de coisa? Pra quê você vai acompanhar o que dizem e o que pensam estas pessoas? Pra quê você vai se envolver em bate boca (seja virtual o na vida real) com aqueles que NÃO QUEREM melhorar a própria vida e construir um mundo melhor? Pra quê? Agora que você já sabe que isso não tem nenhuma serventia para você, que tal você começar a dar um UP ⬆ na sua energia e buscar pessoas que estão nessa mesma sintonia?

    Quer mudar sua vida para melhor e não sabe como fazer? Que tal abrir a sua mente e conhecer o trabalho destas pessoas que se transformaram verdadeiras bússolas em minha caminhada diária: Márcia LuzDr. Lair RibeiroPaula AbreuFlávia MelissaMovimento Natural VibeSri Prem BabaMonja CohenLuz da SerraAmanda DreherBruno J. GimenesArly CravoGasparettoGisela VallinMaura AlbanesiCoach Raquell MenezesRegina TavaresKarla de AraújoLaércio FonsecaAlessandra GeraldiMaurício SampaioZen Viver Terapias.

    Não espere 2017 chegar, comece hoje mesmo a mudar a sua vida e compartilhe aqui os seus resultados. 😉

    Boa sorte!

     

     

     

    🎅 Bolachinhas amanteigadas de chocolate para alegrar o seu Natal e presentear 🎄

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    Além do tradicional panettone, invenção italiana que de uns anos para cá se popularizou na sua versão de chocolate – o chocottone – e também no maravilhoso panettone trufado (é ou não é uma perfeição natalina?), esta época do ano também é propícia para apreciar as tradicionais bolachinhas amanteigadas que tem aquele delicioso sabor de infância.

    Lembro-me que quando era criança, não só no Natal mas em qualquer outro período do ano, nunca faltavam bolachinhas em casa. Minha avó e minha mãe faziam diferentes receitas desta iguaria; bolachinhas de nata, bolachinhas de pinga, bolachinhas de leite condensado… uma vez que se comia a primeira era praticamente impossível parar. As de Natal, no entanto, tinham um sabor especial. Eram acrescidas de chocolate, castanhas, tinham aquele perfume aconchegante da baunilha e claro, um ingrediente mágico: o alegre e festivo espírito natalino.

    Um dia desses, enquanto pensava nas possíveis opções de presentes para meus familiares (e no orçamento apertado! 💸💸💸) tive a ideia de fazer estas bolachinhas para presenteá-los dentro de uma caixinha bem divertida que encontrei por acaso enquanto navegava pela internet e que, irei compartilhar com vocês muito em breve.

    A receita de bolachinha que escolhi é muito simples e atende a duas características que prezo muito: leveza e sabor.

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    Bolachinhas amanteigadas de Natal 🎅

    Ingredientes:

    • 250 gramas de manteiga (já amolecida)
    • 1 lata de leite condensado
    • 1 ovo
    • 50 gramas de cacau em pó
    • 250 gramas de farinha de trigo
    • 250 gramas de maisena
    • 100 gramas de castanha (do Pará ou outra de sua preferência) triturada
    • 1/2 colher de chá de bicarbonato em pó
    • 1 colher de chá de fermento em pó
    • 1 pitadinha de canela em pó (ou cardamomo em pó)
    • 1 colher de chá de essência de baunilha (desta vez usei a de Amarula.

    Modo de Preparo:

    1. Um dia antes, misture todos os ingredientes, sove a massa para ficar bem homogênea e forme uma bola. Envolva-a em um filme plástico e guarde na geladeira para que a massa descanse por uma noite 🌃.
    2. Com a ajuda de um rolo, estique a massa sobre uma superfície lisa (pode ser o mármore da pia da cozinha) para que ela tenha pelo menos 1cm a 1,5cm de espessura e corte as bolachinhas com os cortadores de sua preferência. 💡 Caso não tiver nenhum cortador, pode usar uma xícara de café pequena ou aqueles copinhos de dose (shot) para cortar em formato de bolinhas. Feito isso, pegue os retalhos de massa, enrole novamente, estique e corte outra vez.
    3. Preaqueça o forno a 170ºC.
    4. Forre uma forma com papel manteiga.
    5. Acomode as bolachinhas com um espaço de dois dedos entre elas para que possam crescer. Elas não crescem muito mas é bom evitar colocá-las muito próximas senão elas podem grudar umas nas outras e, desta forma, não ficarão bonitinhas.
    6. Asse por cerca de 15 minutos, observando a potência do seu forno. Se seu forno for daqueles beeeem potentes, o tempo deverá ser menor. Fique de olho no tempo para não deixar que elas queimem. 🕙
    7. Retire a forma do forno e deixe que as bolachinhas esfriem naturalmente. Durante esse tempo de espera, elas continuarão assando e chegarão ao ponto certo. Se você estiver sendo auxiliado(a) por uma criança, tome cuidado para que ela não se queime, ok?!
    8. Depois de esfriar totalmente você poderá acondicionar as bolachinhas em potinhos, latas ou mesmo saquinhos decorados.
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    Na falta de cortadores, use copos de dose (shot) ou pequenas xícaras para cortar as bolachinhas. 

    Deixe seu comentário!

    O que esperar para 2017?

    Nunca quisemos tanto um novo ano. Nunca esperamos tanto por um recomeço. É que 2016 foi (e ainda está sendo) um ano realmente desafiador e cheio de dolorosas lições.

    Este ano, que está terminando com aquele ar de “já vai tarde”, demoliu muitas estruturas, transformou muitos sonhos em pó e trouxe a necessidade de olharmos para dentro, de sairmos do modo automático e de pensarmos além do óbvio. Verdades vieram à tona, máscaras caíram e as relações abusivas e tiranas foram escancaradas para nos exigir uma nova postura quanto aos velhos modos de fazer e de pensar.

    Se você quiser realmente aproveitar toda essa energia de transformação esperada para 2017, tenha em mente toda mudança (ou resultado, se assim preferir) está relacionado intimamente à sua disposição em quebrar paradigmas, abrir a sua mente para novas ideias e aceitar que aquilo que te incomoda e torna tua vida um caminho tortuoso tem a ver com a sua resistência em fluir. A rigidez, o dogmatismo, o cabresto das ideias pré-concebidas só prolongarão o ciclo pesado de rupturas proposto por 2016. Se você já estiver cansado de “quebrar a cara”, talvez não seja uma boa ideia insistir nisso. Se solte e solte também aquilo que vem te aprisionando.

    Não espere tempos melhores para 2017 se você não estiver disposto a tomar as rédeas de sua própria vida. O próximo ano colocará em xeque a superficialidade e não trará muitas novidades para quem está vivendo no modo “the walking dead”. Não haverá nada de novo para aqueles que quiserem continuar tapando o sol com a peneira. Não haverá nenhuma grande transformação para quem estiver apegado a ilusões, para quem não estiver disposto a aprender e expandir a consciência, para quem quiser insistir em relações disfuncionais, para quem não quiser fazer nada para que a vida seja diferente.

    As bênçãos de 2017 serão proporcionais à nossa disposição em nos reconectarmos com a nossa verdadeira essência e assumirmos a nossa verdadeira identidade.

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    Da Itália 🇮🇹 às fazendas de café no Brasil 🇧🇷 : a trajetória dos imigrantes italianos

    No final do século XIX, após inúmeras guerras em prol da Unificação Italiana, o país se encontrava com a economia debilitada, com epidemias de doenças (malária, cólera, pelagra), superpopulação concentrada nas cidades e desemprego, além de extrema pobreza e altas taxas cobradas pelo governo da Itália. Os italianos queriam fugir da mortificação da pelagra, das taxas sobre o sal e sobre a moagem do milho, o qual era usado para o preparo da polenta que era a alimentação mais barata na época. A burguesia odiava os camponeses pelo seu fervor religioso e os deixavam à própria sorte. Meeiros, colonos, trabalhadores braçais, viviam sob ameaça de perder a casa e o trabalho.

    O movimento de migração na Itália começou por volta de 1860, quando os italianos se mudavam para outros países europeus. Em 1870 uma grande maioria começou a emigrar para os EUA, mas posteriormente os governantes americanos começaram a dificultar a imigração para os EUA, devido ao aumento de problemas causados por este contingente de imigrantes. Assim, seu destino passou a ser o Brasil e Argentina.

    Estima-se que de 1870 a 1925 mais de 17 milhões de pessoas deixaram a Itália e se encaminharam para diversos países, espalhando-se pelo mundo. Os seus descendentes (que são aproximadamente 60 milhões!) são mais numerosos que a própria população atual da Itália. Só no Brasil, por exemplo, são mais de 25 milhões de descendentes. Mas quando se fala de imigração muitos ainda se perguntam: por que alguém deixaria seu país, sua cidade de origem, e cruzaria o mar rumo a um destino desconhecido e incerto?

    A explicação é unânime na maioria dos livros e documentos que tratam deste assunto: a fome. No caso da Itália, a guerra e a unificação deixou um legado de pobreza. O serviço militar era obrigatório por três anos e retirava os homens do grupo familiar, anulando uma importante força de trabalho. A situação da Itália em meados de 1861 era péssima: se a população não morria de fome, padecia com a cólera, a malária e a pelagra.

    No Vêneto, região localizada no norte da Itália e de economia tradicionalmente agrícola, os problemas eram muitos. Em 1882 um inverno muito rigoroso destruiu a produção das videiras e da forragem (necessário para a alimentação de animais nos países em que há neve) e nos anos seguintes a seca se instala e aumenta ainda mais o desespero da população já que torna a produção de alimentos quase que inviável. Taxas abusivas cobradas sobre o sal e sobre o milho com o qual se fazia a polenta – principal alimento e o mais barato da época – também castigava aqueles que tinham quase nada.

     

    Correlação histórica com o Brasil

    Se na Itália a situação andava de mal a pior, no Brasil, a economia experimentava um momento de expansão ocasionado pelo crescimento do comércio internacional de café. Mas, à medida que os movimentos abolicionistas tomavam corpo e tornavam-se mais fortes, cresciam também as preocupações com a manutenção das lavouras daquele precioso grão, já que o Brasil era totalmente dependente da mão-de-obra escrava. Neste período iniciam-se as discussões sobre a vinda de imigrantes para o Brasil e, a partir de 1870, com a introdução da mão-de-obra assalariada, a imigração, que antes era apenas uma opção, torna-se uma necessidade.A proibição do tráfico de escravos (1850), a Lei do Ventre Livre e a Lei dos Sexagenários (1885) culminaram com a abolição da escravatura (1888) e provocaram a criação de uma política de incentivo à imigração.

    A autoridade para trazer imigrantes, antes sob controle do Governo Imperial, é delegada aos estados, à época chamados de províncias. A província de São Paulo, por exemplo, estabeleceu sua própria política de imigração. Os fazendeiros paulistas uniram-se e fundaram, em 1886, a Sociedade Promotora da Imigração, que se tornou responsável, pelo incentivo da vinda de imigrantes da Europa e da Ásia. Para isto, foi feita uma propaganda maciça, onde o Brasil era mostrado como um paraíso, uma terra de possibilidades (vide imagem).

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    Panfletos em prol da imigração: “Terras no Brasil para os Italianos. Navios partindo toda semana do Porto de Gênova. Venham construir os seus sonhos com a família. Um país de oportunidades. Clima tropical e abundância. Riquezas minerais. No Brasil vocês poderão ter o seu castelo. O Governo dá terras e ferramentas para todos”. 

    Entretanto, o processo de imigração não era tão simples assim. Havia muitas exigências e àqueles que decidissem trocar o Velho pelo Novo Continente. Passaporte para toda família, vacinas, entre outros requisitos obrigatórios. Antes de deixar a Itália, os imigrantes se preparavam durante meses e vendiam tudo o que não poderiam levar consigo. As roupas, objetos de uso pessoal e ferramentas eram acondicionados em grandes caixas de madeira, baús, arcas ou mesmo sacos. No dia da partida, era obrigatória a última visita ao cemitério, onde eles se despediam de seus pais e familiares. Visitavam também o pároco, do qual pediam a benção para afrontarem a longa travessia. A despedida era sempre banhada em lágrimas. Muitos deles nunca mais veriam o paese (pequena cidade) onde nasceram e do qual partiriam para a estação estação ferroviária mais próxima e, junto com tantos outros que lá se encontravam, seguiriam para o porto de Gênova, um dos principais portos de onde os imigrantes saíam.

    Cada estação na qual que o trem parava a cena era a mesma: dezenas de homens, mulheres e crianças, subindo nos vagões carregados de bagagens. Após esta viagem rumo ao porto, deixariam a terra firme e atravessariam o mar em busca de uma vida melhor.

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    Ferrovias italianas no período de 1961 a 1920, por onde as famílias passavam antes de chegarem aos portos e partirem para a América. 

    Rumo à América

    Ao chegarem ao Porto de Gênova, quase sempre, os imigrantes deviam esperar alguns dias, às vezes algumas semanas, pela partida do vapor que os levaria para a tão sonhada terra – a prometida América. Durante o período de espera da partida, muitos deles se viam desamparados e eram submetidos à toda sorte de provações, vendo muitas vezes, os seus poucos recursos economizados terminarem.

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    Panorama do porto de Gênova, de onde os vapores partiam.

    Roubos de passaportes, dinheiro e bagagens eram constantes. Os preços dos alimentos e dos albergues na área do porto eram inflacionados por comerciantes desonestos. A espera neste local era um prenúncio das dificuldades que ainda viriam após a viagem que poderia durar quase dois meses. Os candidatos à imigração que não preenchiam os requisitos exigidos pelo Governo eram barrados na hora da partida e permaneciam ali mesmo presos à terra que tanto os castigava.

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    Posto de embarque de imigrantes italianos do Porto de Gênova. 

    Durante os últimos anos da década de 1880, agentes do Brasil pululavam em Veneza e outras partes do Vale do Pó, estimulando “uma espécie de febre”, que levaria inúmeros trabalhadores agrícolas a partirem para o Brasil, “na esperança de lá encontrarem a terra prometida”, como escreveram os funcionários italianos de Treviso.

    Alguns desses italianos até viajavam a pé, cruzando a maior parte do norte da Itália sob um rigoroso inverno, para tomar os navios que em Gênova prometiam passagem gratuita para Santos, um dos que mais receberam imigrantes. Mas o destino a que os imigrantes estavam fadados no Brasil era tão sombrio quanto este que eles estavam deixando para trás. Eles eram trazidos ao Brasil para um único propósito: fornecer mão-de-obra barata para as fazendas de café.

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    Desembarque dos imigrantes no Porto de Santos. Foto: Acervo do Memorial do Imigrante. 

    Desembarque no Brasil: percurso de Santos às lavouras de café

    Os imigrantes chegavam sem saber o que iriam encontrar. Depois de enfrentar até 60 dias nos porões de um navio a caminho de uma terra estranha, o alívio só era sentido no momento do desembarque. Mas esta sensação iam desaparecendo no instante em que eles avistavam uma imensa muralha verde que mais parecia intransponível: a Serra do Mar. Aquela viagem rumo à Hospedaria de Imigrantes na capital ficaria marcada na memória de muitos imigrantes.

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    Trecho ferroviário na Serra do Mar. Imagem: Cartão postal do acervo do professor e pesquisador santista Francisco Carballa. A São Paulo Railway Company (SPR) foi a primeira ferrovia construída em São Paulo e a segunda do Brasil. Financiada com capital inglês, sua construção teve início em 1860 e enfrentou muitas dificuldades técnicas durante sua implantação, principalmente no trecho da Serra do Mar, que aparece nesta imagem. Sua inauguração ocorreu em 1867. A ferrovia, com 159 km de extensão, ligava o município de Santos ao de Jundiaí, tendo como ponto de passagem a cidade de São Paulo. Ela também cruzava os municípios de Cubatão, Santo André (Paranapiacaba), Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, novamente Santo André (área central) e São Caetano do Sul, até chegar à capital paulista. 

    Quando o trem iniciava seu trajeto de subida, os italianos tinham a impressão de estar em plena selva. A Mata Atlântica era tão densa e causava tanto pavor que, não raro, muitos deles se jogavam pela janela na tentativa de retornar a Santos. Eles não acreditavam que era possível haver cidade no meio de tanto mato. Após vários incidentes, a São Paulo Railway passou a travar os vidros do comboio. Vencido o susto do primeiro contato, muitos desembarcavam na estação da hospedaria.

    A Hospedaria dos Imigrantes, onde atualmente funciona o Memorial do Imigrante, era um enorme conjunto de prédios destinado a abrigar os recém-chegados nos seus primeiros dias em São Paulo. Após a cansativa viagem, os imigrantes ficavam até oito dias no local, período no qual também acertavam seus contratos de trabalho e definiam qual seria o próximo destino.

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    Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo.

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    Muitos já vinham da Itália com contrato de trabalho previamente acertado com os barões do café. Não raro, algumas famílias já vinham para o Brasil com toda viagem paga pelos fazendeiros que em troca exigiam um período de trabalho não remunerado.

    São Paulo foi, de longe o destino que mais atraiu imigrantes. Dos 4,5 milhões que chegaram ao Brasil, cerca de 3 milhões desembarcaram em Santos e fizeram o trajeto acima relatado e partiram da capital ao interior do estado na esperança de, ao colher os grãos, colher para si um pouco da riqueza do café. Uma pequena parte destes imigrantes, no entanto, não seguiram para as fazenda mas preferiram permanecer na capital, daí o surgimento de bairros nos quais a presença de estrangeiros era marcante, como Bom Retiro, Brás, Bexiga e Barra Funda.

    Os fazendeiros preferiam contratar famílias devido à organização de produção e as jornadas de trabalho eram de 10 a 14 horas diárias. Enquanto os homens faziam o trabalho mais pesado, as mulheres ficavam responsáveis por cuidar dos animais, da horta e da colheita e as crianças ajudavam na beneficiação do café.

    A vida dos primeiros imigrantes, chamados pelos fazendeiros de colonos, era muito difícil. Em algumas fazendas eles trabalhavam lado a lado com os escravos e sofriam pressões e maus tratos semelhantes. Alguns fazendeiros tentaram até instalar os recém-chegados nas moradias ocupadas pelos escravos mas com a insistência dos colonos por mudanças em algumas senzalas, elas foram remodeladas ou foram construídas moradias mais afastadas da sede da propriedade rural e com melhor qualidade que a dos cativos.

    As fazendas eram um mundo à parte, isoladas por horas, às vezes dias, dos centros urbanos, sem acesso médico, distantes das igrejas, raramente com acesso à escola, tinham que dormir em cima de palha, em casas minúsculas, sem as mínimas condições de higiene, condições de trabalho degradantes e, não raro, abusos por parte do fazendeiro.
    Há relatos de rebeliões dos imigrantes, em alguns casos envolvendo colonos que chegavam a assassinar o fazendeiro (o caso mais emblemático foi do fazendeiro Diogo Salles, irmão do presidente Campos Salles, que tentou estuprar a irmã do colono italiano Angelo Longaretti e acabou morto por ele). Mas as revoltas eram exceções, pois os camponeses italianos normalmente agiam de forma apática, pois provinham eles próprios de uma sociedade que via a resignação como uma virtude cristã. Ademais, havia o afluxo contínuo de imigrantes e os trabalhadores descontentes eram prontamente substituídos por outros. Embora os italianos estivessem habituados a levar uma vida de privações em seu país de origem, a vida nas plantações restringia de tal forma a liberdade que se tornava insuportável.
    Neste mundo fechado da fazenda, o fazendeiro era o senhor absoluto e impunha leis próprias. Habituado a lidar com escravos, o tratamento despendido aos imigrantes não era muito diferente. Os colonos eram vigiados e tinham seu tempo controlado por capangas, com toques de sino marcando o início e o fim do trabalho. Os abusos se verificavam sobretudo na violência física generalizada, inclusive com uso de chicote, como no tempo da escravidão. Raramente as autoridades puniam os fazendeiros por seus abusos, o que estimulava a manutenção deste comportamento que consistia na aplicação de multas, confisco dos produtos dos colonos, adulteração de pesos e medidas e retenção do salário. Aliás, o endividamento do colono era uma estratégia usada para mantê-lo preso à fazenda e impedir sua saída. Neste caso, apenas restava a fuga como forma de escapar da plantação. De fato, seria muito difícil romper com a mentalidade escravista de forma célere, e isso só ocorreu anos mais tarde.
    Fonte: 
    Família Pollini
    Da Itália ao Brasil
    Museu da Imigração do Estado de São Paulo

     

     

    Rosário Milagroso de Kuan Yin, a Deusa da Grande Misericórdia

     

    O que é o rosário de Kuan Yin e para quê serve?

    O rosário de Kuan Yin tem a conformação de um rosário budista, o japamala, com 108 contas que representam todos os seres do mundo.

    Este é um colar usado para contar mantras. Mantras são formados por palavras com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual.

    Quando se mantra este cordão de contas, representando todos os seres do mundo, pedimos socorro, cura e bênçãos para todos os seres existentes na Terra, para trazer a harmonia e o entendimento de que tanto precisamos neste momento tão caótico em que nos encontramos.

    Quando o rosário de Kuan Yin estiver em suas mãos e você estiver rezando para uma pessoa, estará também rezando para todos os seres do mundo. Assim, tudo e todos que possuem alguma relação com aquela pessoa e com seu sofrimento também receberão suas orações e os nós serão desfeitos por completo dando fim não só à dor daquele momento, mas também ao que a gerou em sua essência. Esta graça desfaz os ciclos viciosos de comportamento que geram sofrimento e reforça o amor puro e verdadeiro, o perdão, e o sentimento de gratidão profunda entre todos os seres.

    “Todos os seres do mundo” se refere a todos os seres de todos os reinos: animal, vegetal, mineral etc. Desta forma, todas as memórias conflituosas de todos os seres, do todo, de tudo que compõe a Terra, é curada ao mesmo tempo.

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    Oração

    Bem-Amada Kuan Yin, Deusa da Misericórdia.

    Na quietude de meu coração, dou-lhe boas vindas.

    Clamo agora por Vós, para que venha em meu auxílio. Cubra-me e proteja-me com Vosso Manto Misericordioso.

    Amada Kuan Yin, que Vosso Poder reestabeleça em meu coração Vossa Flor de Lótus.

    Olhai para mim, pela minha família, por todos os meus entes queridos e abençoai-nos com Vossa Misericórdia infindável.

    Protegei o meu lar, protegei a minha família, protegei a nossa união, protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei a nossa saúde, protegei as nossas boas amizades, protegei a nossa paz. Protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei os nossos negócios, protegei os nossos empreendimentos, protegei as nossas finanças. Protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei-nos contra todos os males, protegei-nos contra todos os perigos, protegei-nos contra todas as tentações. Protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei-nos contra as invejas, protegei-nos contra as fofocas, protegei-nos contra as más influências. Protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei todos os lares, protegei todas as famílias, protegei todas as crianças, protegei os nossos jovens, protegei os nossos idosos, protegei os enfermos, protegei os mais vulneráveis. Protegei, protegei, protegei sempre.

    Protegei todas as religiões que nos levam a Deus, protegei a nossa cidade, protegei o nosso estado, protegei o nosso país, protegei todas as nações. Protegei, protegei, protegei sempre!

    Bem-Amada Kuan Yin, venha trazer alívio ao meu coração agora.

    Bem-Amada Kuan Yin, venha me conceder a tão desejada benção de (dizer o que deseja)

    Bem-Amada Kuan Yin, venha transformar o meu desespero em esperança.

    Bem-Amada Kuan Yin, venha transformar o meu pranto em riso.

    Bem-Amada Kuan Yin, querida e abençoada em toda Terra, eu Vos peço (repetir seu pedido pessoal).

    Ouça e repita o mantra OM MANI PADME HUM por 108 vezes. (acompanhe com o vídeo)

    Visualize a Deusa Kuan Yin chegando e derramado o Seu Sagrado Néctar sobre sua cabeça e diga:

    Bem-Amada Kuan Yin, faço o Vosso Rosário neste momento para que Vossa Enegia Amorosa preencha o meu coração, todo o meu ser e toda a minha vida. Eu Vos peço que Vossa Misericórdia desça sobre mim e sobre (diga o quê ou quem você). Em nome da minha Poderosa Presença Divina EU SOU, peço-Vos que (repita os seus pedidos)”.

    Repita 3 vezes o mantra NAMO KUAN SHIN YIN PUSA.

    Agora diga: Em nome da minha Poderosa Presença Divina EU SOU, eu aceito um milagre neste dia. Em nome da Milagrosa Kuan Yin, eu aceito um milagre neste dia!

    Repita, novamente, 108 vezes o mantra OM MANI PADME HUM. (acompanhe com o vídeo)

    Reforce seu pedido dizendo: No Imaculado Coração de Kuan Yin eu confio (diga o que você está entregando nas mãos dela)

    Repita 3 vezes: Na Luz de Kuan Yin eu me refugio!

    Agora repita 1000 vezes o mantra: NAMO Y JU KUAN YIN, no término reforce seu pedido.

    Finalize entoando 3 vezes: OM….. OM….. OM…..

    Recomendação: Faça este rosário por 33 dias, de preferência no mesmo horário.

    *

    Fonte: Adaptado de Anima Mundhy e extraído do libro “Kuan Yin, a Deusa dos Milagres”, de Angela Jabor, Ascend Editora.

     

    Novena para manifestar milagres com a ajuda da amada Kuan Yin

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    Kuan Yin é Mestra Ascensionada da Chama Violeta, antecessora e Mestra de Saint Germain como Chohan do Sétimo Raio Divino. Ela é Membro do Conselho Cármico, sempre pronta a perdoar as nossas transgressões, com a única finalidade de oferecer novas chances de Crescimento Espiritual. Kuan Yin acredita que, livres dos Carmas Negativos, nós teremos a possibilidade de ser e agir com bondade e galgar mais um degrau na iluminação.

    No Budismo Chinês, Kuan Yin é a Bodhisattva da Compaixão, cujo significado em sânscrito é “Ser Iluminado”. No Budismo Indiano, Kuan Yin é Avalokitesvara, a “Soberana que olha para o mundo”. Em sua lenda, conta-se que Kuan Yin estava prestes a adentrar nos reinos celestiais quando ouviu os lamentos do mundo e decidiu interromper seu caminho espiritual para auxiliar os seres humanos em sofrimento. E essa tem sido sua missão desde então. Enquanto houver uma única alma sofrendo na Terra, aqui ela estará para nos auxiliar.

    A Divina Mãe Kuan Yin é venerada como uma divindade feminina que ampara, protege, cura e auxilia Seus devotos com compaixão. Seu principal e maior templo fica na China, onde estão ancoradas Suas energias na Terra. Ela está associada à Divina Mãe Maria (Mãe do Mestre Jesus) no Cristianismo.

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    Kuan Yin: Ore para conquistar milagres

    Seja qual for o seu problema, entregue-o nas mãos misericordiosas de Kuan Yin e tenha fé que será prontamente atendido. Como Divina Mãe, Kuan Yin ama incondicionalmente todos os seus filhos e trabalha incessantemente para suprir nossas dificuldades, uma vez que se comprometeu a não deixar nosso planeta enquanto houvesse um único ser em sofrimento.

    A Novena de Kuan Yin é uma das várias formas de entregarmos nossos pedidos para Ela. O ideal é iniciar esta novena no primeiro dia de Lua Crescente.

    Material necessário:

    • 9 velas de Mel: acenda uma vela para cada dia e deixe queimar até o final. Caso não encontre a vela de mel, você pode passar o mel na vela que poderá ser branca, violeta ou roxa.
    • 9 incensos de qualquer flor: você irá acender um incenso para cada dia e deixá-lo queimar até o final.

    O ritual da Novena de Kuan Yin

    Acenda o incenso e a vela de mel e ofereça-os à Divina Mãe Kuan Yin. Permaneça em pé, feche os olhos, respire profundamente e relaxe.

    Coloque as mãos em posição de oração, dobre suavemente seus joelhos, incline a cabeça e repita doze vezes: NAMO KUAN SHI YIN PUSA (Pronúncia: Namô Cuan Xi In Pudsá)

    Ouça o mantra no link abaixo.

    Em seguida, eleve as mãos sobre a cabeça em direção aos céus e coloque mãos e braços em posição de taça, em posição de recebimento. Diga:

    “Amada Kuan Yin: preencha a minha taça com Seu Amor Divino. Preencha minha taça com tudo aquilo que eu necessito agora, para que nada me falte nunca. Preencha minha taça com saúde, dinheiro, um bom trabalho, felicidade e paz na família, bons relacionamentos com todos os meus irmãos do planeta Terra, inteligência com sabedoria, resiliência diante das dificuldades, amor e, principalmente (diga o seu pedido específico), que serão usados para o meu bem e para o bem de toda humanidade”.

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    Fechamento:

    Encerre com uma oração pessoal de agradecimento e com a certeza da realização pronta e imediata de seus pedidos. Ao final da prece, repita: OM MANI PADME HUM (Pronúncia: Om Maní Padme Um).]

     

    Fonte: Anima Mundy