7 razões pelas quais escolhi viver na Itália 🇮🇹

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Apesar de eu nunca ter pensado nisso nas primeiras vezes que pisei meus pés no solo de meus ancestrais, fui percebendo ao longo do tempo que aquilo que a princípio era apenas uma escolha do coração também poderia significar mudanças profundas sobre o meu modo de pensar e agir, pois aqui no Brasil a gente se acostuma a muitas coisas ruins de uma forma tão natural que chega ao ponto de quase não acreditar que merecemos coisa melhor. Se você não sabe (ou ainda não despertou) para o que estou falando, deixe que esse vídeo fale por mim.  Eu já estava buscando estas mudanças fazia algum tempo e revendo vários conceitos sobre o que eu considero fundamental para mim e os acontecimentos da minha vida me levaram até a Itália.

Se foi fácil deixar um emprego bem estabelecido para começar tudo do zero? Bom isso aí é pauta para outro post e eu confesso que ainda não estou preparada para falar a respeito. Até porque, como diz o célebre Homem-Aranha, grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e não é porque você se muda para o exterior que sua vida entra no modo divino, maravilhoso da noite para o dia. Mas que deixa de ser de tudo ruim, ah isto sem dúvida.

Eu sei que muitos de vocês já leram textões em que os donos da verdade rechaçaram aqueles que se atreveram a querer algo mais que o pouco (quase nada, para dizer a verdade) que o Brasil nos oferece, dizendo que isso é coisa de geração Nutella e muita ingenuidade afirmar que se pode deixar um trabalho de “carteira assinada” para sair pelo mundo com um mochila nas costas e alguns dólares ou euros nos bolsos para trabalhar em subempregos em outros países.

É que eles se esquecem que ingenuidade mesmo é uma pessoa pensar que mesmo que ela se esforce e consiga estudar, fazer cursos e trabalhar bastante durante boa parte de sua vida produtiva, ela irá conseguir se realizar profissional e pessoalmente em um país que acha normal seus governantes viverem como reis enquanto pessoas morrerem em filas de hospitais porque o Governo cortou ou reduziu para zero as verbas da saúde sendo que nós pagamos um dos impostos mais altos do mundo.

Ingenuidade mesmo é pagar um trilhão de impostos só no primeiro trimestre de 2017, e achar que, só por isso, seu filho poderá ter acesso a uma escola quiçá razoável e frequentará as melhores universidades ou poderá dispensar o pagamento daquele plano de saúde que aumenta três vezes mais do que o dissídio anual e é praticamente a mesma coisa que o SUS: filas para agendar, filas para ser atendido e acesso ao mais básico do básico do básico. Ou nem isso.

Ingenuidade, meus caros, é uma pessoa pensar que por ter 50 anos de idade e 30 de profissão ela vai começar a ser mais valorizada por sua experiência em um país que descarta seus profissionais mais velhos para poder pagar mais barato para um estagiário, exigindo dele a mesma qualidade e responsabilidade de alguém forjado pelos desafios e pelos anos de ofício.

Mas afinal, por quê a Itália?

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Eu sei, eu sei… Brasileiro que é brasileiro mesmo sonha em morar na terra do Tio Sam. Ou ser empreendedor no Canadá, estudar na Austrália. Mas acontece que eu trago em mim o idealismo e a coragem insana de um certo Sante Venturin, que saiu de lá de uma cidadezinha do Vêneto pra essa tal de Mérica na certeza infalível de que QUEM BUSCA E FAZ, ALCANÇA.

Não estou dizendo que a Itália seja o melhor lugar do mundo para se viver (embora seja o melhor lugar do mundo para mim e para muitos descendente que, assim como eu tem um apego sentimental a este país lindo e cheio de riquezas históricas e naturais que só me deu coisas boas até hoje😍).

Pode ser que você que está lendo tudo isso seja um cara *pica das galáxias em TI e encontre muito mais oportunidades nos países onde esta área seja realmente mais desenvolvida e a mão de obra especializada mais escassa. Pode ser que você queira se reconhecer cidadão italiano e ir morar na Alemanha. Ou em Portugal. Ou aprender a falar francês. E está tudo bem também. Este texto não é (e nem jamais será, um guia absoluto – ultimate – DIY para quem está pensando em dar um passo em busca do desconhecido. Minha única intenção é mostrar para vocês as minhas razões particulares sobre ter escolhido a Itália como minha casa dolce casa, mostrar que existe sim novas oportunidades e coisas melhores fora do seu quintal.

Quem sabe, sendo um pouco pretensiosa, até inspirar pessoas a realizar os seus sonhos mesmo diante de todas as dificuldades que isto implicar no início. Pois olha, amiguinhos, o início é ferrado mesmo. Pra todo mundo. Mas a recompensa é acordar todo dia e dizer: hoje estou vencendo mais uma vez e amanhã eu tento de novo.

Bom vamos, lá. Porque eu acho que a Itália é um excelente lugar para se viver:

1) O que é do outro não é meu

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Este gnomo estava “dando bobeira” em frente à uma residência em Vicenza. 

Quem roubaria um gnomo? 🕵 O mesmo ser que rouba um vaso de orquídea dentro de uma residência. O mesmo ser que pensa que pode PEGAR algo de alguém porque não está disposto a pagar para tê-lo. E também não está disposto a pedir porque acha que tem o direito nato de invadir o espaço alheio para fazer o que bem entender. O mesmo tipo de ser menefreguista que está se lixando para quem quer que seja.

Ok, alguns menos sensíveis dirão que meu exemplo é ridículo mas a primeira impressão que eu tive deste país é que é este é um lugar onde o lema o que é do outro não é meu funciona. Digo isso pois eu já passei por muitos lugares, cidades grandes e pequenas, no norte e no sul e, na maior parte delas (com exceção obviamente das mais populosas como Roma e Napoli onde você tem que ter um cuidado maior para não perder seus pertences), não é porque você deixa um vaso de flor em frente à sua casa ou seu escritório que um engraçadinho pode ir lá, achar o vaso super bonito e levar embora.

No Brasil, minha mãe coleciona orquídeas e as deixam penduradas na varanda da frente de casa. Não foram poucas as vezes que deliberadamente 🕵ENTRARAM (abrindo o portão ou pulando o muro) e furtaram 🕵 alguns de seus exemplares. Também furtaram jornais, revistas que eu assinava e uma cadeira daquelas de cordinha (que eu particularmente detesto). Mas lembrem-se, as orquídeas de minha, as revistas e jornais e a cadeira, estavam dentro da varanda de minha casa e não na rua como as flores dos italianos… 🕵

2) A dura realidade do faroeste tupiniquim nos transforma em neuróticos

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Vida e morte brasileira: é tiro, porrada e bomba

Você já ligou a TV e teve vontade de deitar no chão em posição fetal e chorar? Eu já, muitas vezes. Hoje eu nem assisto mais TV pois ela nos cria uma paranoia constante. Mas antes que alguém diga que sou uma alienada eu queria informar que já atuei como jornalista e cansei de cobrir a nossa dura realidade onde a tríade (drogas – crime – impunidade) reina absoluta.

No Brasil, além de correr o risco de ser vítima de bala perdida, ser estuprado, ser assaltado em plena luz do dia no ponto de ônibus a caminho do trabalho, levar uma fechada no trânsito e receber um tiro na testa se você tirar satisfação com um motorista psicopata, você sai de casa todos os dias sem ter a certeza de que você irá voltar (isto em mais ou menos intensidade dependendo de onde se vive no Brasil).

Mas se você é pragmático como eu e gosta de dados, um recente levantamento divulgado pelo Atlas da Violência 2017 vai te deixar perplexo pois ele mostra que todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam o número de homicídios registrado no Brasil em três semanas de 2015.

Não vou nem me atrever a falar sobre violência de gênero e idade (mulheres, crianças e idosos) ou de etnia (índios, negros) pois isto daria assunto para mais de dias.  Parece mentira, exagero midiático dos Datenas e Marcelos Rezendes da vida, mas os dados não mentem.

3) Nós, brasileiros, estamos acostumados a sermos maltratados

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Direitos Fundamentais dos Cidadãos, ata.

A Constituição Brasileira de 1988 é tão linda, mas tão linda que eu passaria horas declamando-a como se fosse um poema pois, na prática é nada mais que isto: um texto romântico que não garante nem mesmo o mínimo dos direitos fundamentais de grande parte dos cidadãos brasileiros.

O artigo 5º, por exemplo, diz que somos todos iguais perante a lei em cinco dimensões: Vida, Liberdade, Segurança, Igualdade e Propriedade. Mas, será que somos mesmo? Que diferença exite entre o ladrão que rouba e mata um transeunte para ficar com o relógio dele e aquele político que rouba o dinheiro do povo e mata pessoas que ficam sem acesso à saúde e à mercê de hospitais sucateados? A diferença é bem simples: o primeiro paga (ou não) pelo seu crime sendo preso (com atenuação de pena, obviamente, sendo sustentado pelos impostos que o cara que ele matou e os outros caras ainda vivos estão pagando). Já o segundo também pode chegar a ser preso. A tal da Lava-Jato está aí para mostrar que milagres (ou utopias) acontecem. Mas o fato é que este tipo de bandido cumpre prisão em sua mansão com o maior conforto, sendo representado pelos melhores advogados do mundo, com a serenidade de quem sabe que seu dinheiro (ou melhor, o dinheiro que ele roubou do povo) está em paraísos fiscais. Sendo ele um intocável (é, galera, não é só na Índia que existem as castas) ele nunca será rebaixado à classe trabalhadora e, carreirista que é, possivelmente vai se candidatar a outros cargos públicos no futuro (o que é permitido por lei mesmo ele tendo sido pego em esquemas de corrupção) e alçará cargos políticos cada vez maiores e mais rentáveis.

Do artigo 6º ao 11 a Constituição trata dos direitos sociais e diz que todos os cidadãos brasileiros (e naturalizados) tem direito ao acesso à bens fundamentais: Educação (oi?), Saúde (#sqn), Alimentação (oi?), Trabalho (o índice de desemprego manda um abraço!), Segurança (risos), Moradia (para quem mesmo?), Lazer (aquele antigo jogo da cobrinha conta como lazer de graça?), Segurança, Previdência Social (oi?), Proteção à Maternidade e à Infância (como é?), Assistência aos Desamparados (tipo um ombro amigo?), transporte (ata, o busão e o metrô é baratinho!).

3) Qualidade de vida não é medida por poder de consumo

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Compro, logo existo.

Na Itália, diferentemente do que ocorre no Brasil, as necessidades primárias de um cidadão são bens fundamentais que não dependem de quanto ele ganha ou quanto ele pode pagar para ter. Claro que é importante ter um bom trabalho e ganhar bem, no entanto, quando você tem contato com a qualidade de vida de um cidadão europeu, você realmente repensa a vida que se tem no Brasil, onde corremos desenfreadamente para ganhar mais dinheiro e poder pagar por uma vida melhor enquanto nos entupimos de antidepressivos e álcool para conseguir aguentar una vita da cane de trancos e barrancos.

Enquanto o brasileiro está gastando aos tubos pra poder ir pra Disney e se endividando cada vez mais para ter o último lançamento do iPhone ou pagando 300% de juros de cartão de crédito para manter um padrão de vida socialmente aceitável, o italiano está lá trabalhando, pagando seus impostos, fazendo suas compras, usufruindo de todas as benesses de um país de primeiro mundo sem nunca, JAMAIS, mai deixar de se aproveitar também da simplicidade prazerosa da dolce vita. Se tem um povo que sabe aproveitar a vida este povo é o italiano.

Trocando em miúdos, o comportamento de consumo de um italiano D.o.C. (isto é, aquele não americanizado) não é um objetivo em si como ocorre no Brasil Ostentação, mas apenas uma consequência natural e saudável de seu trabalho diário, quem ganha mais gasta mais e quem ganha menos não se mata por isso nem deixa de ter acesso à coisas básicas que uma pessoa deve ter.

4) Só não estuda quem não quer

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Liceo italiano

A educação na Itália é gratuita. Só não estuda quem não quer. Desde o maternal, ensino fundamental e médio até a universidade, a educação é pública, gratuita e com uma qualidade excelente. As escolas e universidades italianas não são sucateadas como as escolas e universidades do Brasil, no qual o Governo lucra para manter sua população com pouca instrução e mantém os professores desmotivados e despreparados pagando um salário de fome.  Um outro detalhe: o esporte é levado a sério na Itália e é uma prática muito estimulada entre os jovens. Tenho um grande amigo que vive em Arezzo que pratica esgrima desde pequeno e hoje em dia é um schermitore professionista e também um ótimo profissional na área de desenvolvimento de APPs. Ele nunca precisou se endividar nem pagar FIES pra poder ter direito à uma universidade. Ah, ele também é da classe trabalhadora, não é filho de milionários e nem vive de herança de família.

5) A criança italiana ainda pode brincar na pracinha

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Sogno: bimbi che giocano nella strada 👶

Você deixaria seu filho de 6, 7, 10 anos ir brincar com os amiguinhos na praça da sua cidade? Bom, o meu tem 8 anos e eu jamais permiti que ele fosse buscar pão desacompanhado na padaria da esquina de minha casa no Brasil. Sei que não é muito inteligente afirmar que TODAS as cidades italianas possuem este nível de segurança mas na MAIOR PARTE delas SIM, o seu filho pode giocare tranquilamente com os amiguinhos da rua como fazia a minha geração na infância em vez de ficar enfiado dentro de casa em frente o computador ou o maledetto video giochi.

6) O salário mínimo brasileiro é mínimo MESMO

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E o salário, ó….

O salário mínimo de um italiano varia de 1000 a 1400 euros em média. Ganhando este valor per capita ao mês uma pessoa tem perfeitas condições de pagar o aluguel de um imóvel razoável (mais caros nas cidades maiores e mais baratos em cidadezinhas menores ou no Sul da Itália); despesas comuns como água, luz, telefone, energia elétrica, alimentação e gás (a não ser que você faça como eu e deixe o termosifone ligado full time 😱 no inverno e depois se depare com um boleto de 300 euros só de gás); um pouquinho de vida social (afinal ninguém é de ferro!); fazer algumas viagens ao ano, ir ao cinema e movimentar a economia local com algumas comprinhas vez ou outra. Mas estou falando de salário MÍNIMO, pessoas normais que trabalham todos os dias e não vivem de herança e não são donos de multinacionais, modelos ou jogadores de calcio.

No Brasil, 1 pessoa que ganhe 1 salário mínimo ( R$ 937 ) não é capaz nem de pagar o aluguel do imóvel que vive, que dirá a conta de luz, a água, a internet, o plano de saúde, a escola dos filhos (ah, sim, afinal nós temos filhos mais cedo que os italianos), a comida, a roupa que veste, o combustível do carro que anda, a cerveja que bebe. Para poder fazer uma mísera viagem no ano então, nem se fala! Dá-lhe parcelas de cartão! Dá-lhe empréstimo (se o banco autorizar e o nome não estiver sujo)! Ou, na melhor das hipóteses, se você for o CEO da empresa que você trabalha. Ou mesmo o gerente. Este sim, pode se dar ao luxo de ir em shows gringos, curtir uma praia com a família, pagar as contas em dia e poder contar com hospitais de primeira se ficar doente.

Embora os dados abaixo dependam de muitos fatores, eles podem te dar uma ideia do que é ser um trabalhador na Itália:

  • Nenhuma Qualificação (lixeiro, auxiliar de cozinha, auxiliar de pedreiro, doméstica)
    – 1000 euros mensais + 13º e às vezes 14º. É o salário mínimo italiano.
  • Qualificação mediana (porteiro, motorista de ônibus, digitador, cobrador de trem)
    – 1200 euros mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação técnica (técnico em informática, manutenção, mecânico, eletricista)
    – 1400 mensais + 13º e às vezes 14º.
  • Qualificação – Ensino Superior
    Varia de acordo com o cargo (responsabilidade, hierarquia)
    – Médico/Advogado/Engenheiro: 2000-5000 euros mensais.
    – Outros: 1500-5000 euros mensais.
  • Encanador/Eletricista/Marceneiro
    – 25 euros por hora + custo da visita (mínimo 20 euros)
  • Médico
    – 80-150 euros a consulta
  • Outros (advogado, engenheiro, dentista, fisioterapeuta)
    – a partir de 20 euros/hora

 

7) Viver em um país que valoriza seu patrimônio histórico e cultural NÃO TEM PREÇO

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Firenze 😍

Não é novidade pra ninguém mas, se você ainda não sabe, a Itália é o país que detém a maior quantidade de lugares que são considerados Patrimônio Mundial da Humanidade, declarados pela Unesco. E sabe por quê? Porque o povo italiano não despreza sua história e sua cultura como fazemos aqui no Brasil. Na Itália o conceito de tombamento histórico é algo que funciona de verdade e não esta palhaçada que ocorre no Brasil. E tem mais um detalhe: museus e lugares históricos não são privilégio apenas de ricos não. Se você for meio pobrezinho na Itália e quiser visitar algum museu você pode: no primeiro domingo do mês os museus italianos são GRATUITOS. Isto pode parecer uma grande bobagem se você não avaliar o que está por trás: o acesso à educação de qualidade, à memória, à cultura e à arte tem um enorme poder de transformação social e pode impactar positivamente na formação de um indivíduo. E é num país como este que eu quero que o meu filho cresça e aprenda seu próprio caminho para a felicidade.

Gratidão!

Paula Venturin

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2 comentários sobre “7 razões pelas quais escolhi viver na Itália 🇮🇹

  1. Ester

    Bem…eu sou descendente direta de italianos, pelos quatro avós. Evidente, que um país que sofreu duas grandes guerras, adaptou-se e soube se reconstruir. Sim! Eu amo a Itália, mas amo o Brasil. Um país continental, belíssimo, rico, exuberante, o único com potencial de crescimento agrário no mundo. Mazelas?? Muitas!!!! Mas, eu não tenho dúvida. QUANDO a Europa, se tornar o quintal do mundo árabe, todos voltarão beijando o solo brasileiro.

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