A poeira transcontinental do Saara vai muito além dos automóveis de Roma

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Além de empoeirar os automóveis de Roma, como sugere a música Reconvexo, de Caetano Veloso, a força das chuvas e ventos levam a areia do Saara muito mais longe. Segundo uma pesquisa divulgada pela revista científica “Geophysical Research Letters”, esta nuvem de poeira saariana atravessa todo o Oceano Atlântico e se deposita na Amazônia. Isso mesmo… ela vem parar aqui!

Esta descoberta foi feita por meio de um satélite da Nasa, a partir do qual os cientistas calcularam em três dimensões a quantidade de poeira que faz esta viagem transatlântica e quanto de fósforo – remanescente das areias do Saara – é levado sobre o oceano.

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Areia do Saara contribui com a fertilização e equilíbrio da flora da Amazônia por meio da reposição de fósforo do solo. Crédito: Simulação feita pela NASA/Divulgação.  

Segundo o cientista atmosférico Hongbin Yu, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, esta poeira é riquíssima em nutrientes que faltam no solo da Amazônia e é importantíssima para a fertilização e para o florescimento de diversas flores da fauna local. De acordo com a pesquisa conduzida por Yu, estima-se que 22 mil toneladas de fósforo da areia do Saara atinja o solo amazônico anualmente.

A natureza é ou não é surpreendente?

Ah, se você nunca ouviu a canção Reconvexo, fica a dica. 😉

 

 

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