Você está cuidando de seus pensamentos e emoções para ter uma boa saúde?

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Você sabia que os pensamentos, variações de humor e também as emoções que temos ao longo do dia possuem um papel fundamental em nossa saúde? Segundo pesquisas realizadas na área da Psiconeuroimunologia (PNI), a nossa mente tem uma relação intrínseca com a saúde de nosso corpo. Até porque ela não é desligada dele e sim, parte integrante, não é mesmo?!

Por este motivo, se você está em busca de uma vida mais saudável, vai ter que fazer muito mais do que cuidar de sua alimentação e praticar exercícios físicos regularmente. Será preciso cuidar também da qualidade de seus pensamentos e emoções, já que eles podem ser tão tóxicos quanto quaisquer substâncias vindas do ambiente externo.

Quando vivemos sob altos níveis de estresse ou cultivamos pensamentos depreciativos acerca de nós mesmos, a nossa mente está enviando mensagens prejudiciais à nossas células, causando um desgaste desnecessário de nosso corpo e enfraquecendo nossas defesas naturais. Por exemplo: quando sentimos medo ou raiva ocorre a liberação de vários hormônios são secretados em em nosso organismo e desencadeiam uma série de reações:

• aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca;
• dilatação das pupilas para receber a maior quantidade possível de luz;
• as artérias da pele se contraem para enviar uma quantidade de sangue mais significativa aos grupos musculares maiores (reação responsável pelo “calafrio” muitas vezes associado com o medo – há menos sangue na pele para mantê-lo aquecido);
• o nível de glicose sangüínea diminui;
• os músculos enrijecem, energizados por adrenalina e glicose (reação responsável pelos arrepios – quando pequenos músculos conectados a cada pêlo da superfície da pele tensionam, os fios são forçados para cima, puxando a pele com eles);
• a musculatura lisa relaxa para permitir que entre uma maior quantidade de oxigênio nos pulmões;
• sistemas não essenciais (como o digestivo e o imunológico) são desligados para guardar a energia para as funções de emergência;
• há dificuldade para se concentrar em tarefas pequenas (o cérebro deve se concentrar em somente uma coisa para determinar de onde vem a ameaça).

Se não temos uma causa verdadeira para termos medo (por exemplo, uma fera que poderia nos matar) ou não estarmos sob uma ameaça real que requeira a necessidade de alterarmos as funções do nosso organismo para facilitar a luta ou a fuga, estamos simplesmente desgastando o nosso corpo que irá sofrer as consequências do estresse crônico que você mesmo está permitindo.

Isto é tão sério que a própria ciência já admite que todas as patologias não se dão apenas por causas externas mas sim pela somatização de processos psíquicos, já que a mente tem um papel fundamental na manifestação e no agravamento dos desequilíbrios do organismo.

Cientes de que as emoções contribuem com alterações relevantes no sistema nervoso, circulatório, endocrinológico e imunológico devemos encarar as situações de nossa vida de forma mais consciente, para que as nossas reações sejam compatíveis àquilo que a circunstância pede. Em outras palavras, significa que você deve ter maior conhecimento e controle sobre si mesmo e, para isto, terá que começar a explorar a bagunça que você deixou sua vida se tornar ao longo de todos esses anos e, de pouquinho em pouquinho, colocar tudo no lugar.

Como cada pessoa é um universo à parte, não há uma fórmula mágica para que você “entre no eixo” e consiga lidar melhor com as suas emoções e com o estresse. Atividades físicas ou atividades que trabalhem com a exteriorização da criatividade podem ajudar mas uma análise de si mesmo é fundamental e talvez requeira também o apoio psicológico.

Faxina interna 

Que tal começar a colocar “a casa em ordem” se livrando do lixo acumulado? Aquela discussão que você teve há tantos anos atrás ou aquele desafeto que não tem mais sentido alimentar… Que tal se livrar daquele chefe que te despediu sem motivo e jogar fora aquele(a) ex-namorado(a) que te trocou por um(a) qualquer? Pergunte a si mesmo: Por que é que eles ainda estão aí, dentro de você e, pior, por que é que ainda tem o poder de causar todo esse mal que te causa? Isso aí deve ser imediatamente jogado fora. É lixo, cacareco, inutilidade. Deve ser depositado na lixeira do perdão e do esquecimento.

E aquelas situações que você não faz nada para mudar? Você acha mesmo que a raiva tem o poder de alterar aquilo que te desagrada no seu emprego, no seu casamento, na relação com os seus familiares? Toda vez que você se rói de raiva, você consegue solucionar algum conflito ou problema de sua vida? É claro que não!  Então, por que você não assume logo uma postura mais consciente e toma as rédeas destas situações?

Há duas formas eficazes de lidar com as coisas que não nos fazem bem: ou aceitamos e encaramos o fato como uma lição a ser aprendida (e não evitada! lembre: “tudo o que você resiste, persiste”) ou tomamos uma atitude em prol da mudança queremos que aconteça. Para que isto seja possível, devemos olhar para dentro de nós mesmos e avaliar até que ponto estamos contribuindo para os conflitos que nos desagradam. Qual a sua responsabilidade naquilo que não está bom no seu emprego, no seu casamento, nas suas relações interpessoais? Que atitudes você tem mantido diante destes desafios? Em 99,9% dos casos, nós temos pelo menos 70% de responsabilidade no mal que nos acontece e, em outra ocasião, irei falar mais a respeito disso. 

Por hora, creio que você já tenha motivos suficientes para cuidar melhor de seus pensamentos e emoções. O lado bom de ter todo esse trabalho? Uma vida mais satisfatória e, principalmente, uma boa saúde.

inteligencia-emocional-franchises1Gratidão!

 

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