“Se acha moça, se acha mesmo. Se acha muito!”

Uma das coisas mais bizarras de nossa cultura – sim o Brasil tem muito dessa bestice! – é a valorização da autodepreciação, uma tendência que começa na infância – quando os pais tem medo de elogiar demais e estragar a criança – e se estende até a idade adulta. A partir daí, nós mesmos é que assumimos uma postura castradora e, diante de um elogio, repetimos para os outros e para nós mesmos que não somos tão legais assim. Logo, o nosso subconsciente, que não sabe diferenciar os fatos de nossas viagens na maionese, passa a manifestar uma extrema mediocridade que nos torna infelizes.

É tão louco isso que não faz o menor sentido continuarmos replicando este comportamento destrutivo. Que lógica existe em deixar de usar usar o traje de gala de nossas potencialidades natas para vestirmos os trapos da mendicância emocional e espiritual, como forma de sermos socialmente aceitos? Por que raios você deixaria de beber uma xícara deliciosa de chocolate quente para tomar uma taça de fel? Pois é justamente isso que você faz quando dá uma de besta e se diminui ao ser elogiada por alguém.

Mas esta manhã eu tive a certeza que nem tudo está perdido quando me deparei com um texto lacrador publicado por uma menina linda que fala justamente sobre isso, sobre esse comportamento idiota que nos condena a uma vida inteira de inferioridade. Claro que eu tive que compartilhar aqui com vocês… Lá vai:

Baixa-Auto-Estima

O rolê da baixa autoestima

*Por Ariane Carmo

Desde menina você é ensinada a se odiar aos poucos. Afinal, ninguém suporta as pessoas convencidas. Você não deve se reconhecer inteligente, ou se achar tão esperta. Não deve se sentir bonita, inclusive você nem é mesmo, com essa barriga cheia de dobrinhas e este rosto doente cheio de espinhas, o cabelo que não é o da revista.

Se você fizer alguma coisa bacana, esconda ou diminua. Se você é boa com idiomas, ou desenha, ou gosta de música, ou é uma boa esportista, não tenha orgulho disso. Aprenda que na realidade você “nem é tão boa assim”. Quando alguém te elogiar, discorde, diga que nem é tanto assim. Pessoas gostam de meninas humildes.

Aos poucos, de tanto repetir a postura você internaliza. Aprende que na realidade, você realmente não é tão boa e nem faz nada tão bem assim. Você desenha, né, meio torto, não é tão legal quanto o das outras pessoas, melhor não mostrar. Você está gorda, melhor uma roupa mais frouxa, começar outra dieta. Olha o seu rosto, é realmente hora de por mais maquiagem.

Em doses homeopáticas você aprende que é insuficiente. Não aceita mais elogios e duvida de si mesma. Não reconhece nada de bom no que faz. Se está sozinha é óbvio que é porque é pouco atraente ou interessante, e quando alguém se relaciona com você, você dá graças a Deus pela misericórdia daquele ser em te querer. Se ele te largar nunca mais vai aparecer ninguém. 

Bem-vinda ao rolê da baixa autoestima. A única coisa que a cultura da auto-depreciação traz é um elevado índice de pessoas depressivas.

Ame-se. Sinta-se bonita. Tire o foco dos defeitos. Se permita gostar de si mesma e se isto for ser prepotente, seja mesmo. Ser prepotente é legal, divertido e saudável.
Quando alguém te fizer um elogio, pare de discutir. Não faz nenhum sentido, se você pensar bem, insistir em convencer alguém – e convencer a si mesma – de que você é pouco.

Eu tenho uma amiga que quando alguém diz pra ela “você é linda” ela responde de volta “brigada, sou mesmo”. As pessoas não lidam bem, pra ser bem honesta. Como alguém pode SE achar linda, Sozinha? Assim, sem nenhum traço de auto diminuição? Isto é permitido por lei?

Uma vez alguém tentou miná-la:
– Você é linda.
– Valeu, sou mesmo.
– Nossa, você se acha!
– Claro que não. “Cê” acabou de falar que sou mesmo, ué. Então qual o problema em saber?

Não tem nenhum problema. Permita-se achar-se incrível hoje. Permita-se parar no espelho e olhar não pras espinhas na testa mas para como seu olho tem um formato super bonito ou seu cabelo hoje está muito legal. Permita-se olhar para os teus estudos não focando naquela nota baixa em português, mas em como você se saiu super bem com álgebra. Permita-se se amar, e se alguém estranhar, problema.

Já passou da hora da gente abandonar este culto à baixa autoestima e que, se pararmos para pensar, não faz sentido algum.

Se acha, moça, se acha mesmo. Se acha muito.

💋

Você pode,

Você deve,

Você consegue!

se-ame-mais2

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s